Bairros

Nevoeiro dificulta o pouso

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O nevoeiro, um fenômeno climático comum em meses de inverno, dificulta o pouso de aviões no aeroporto de Bauru. Um piloto ouvido pelo JC explica que as aeronaves são operadas por instrumento, mas a aproximação final e o pouso dependem da visualização da pista.

Portanto, explica ele, se há forte nevoeiro que impeça o piloto de ver claramente a pista, a medida recomendada é arremeter, como aconteceu ontem com o avião da TAM. “Para fazer o pouso é preciso operar visual. Se na aproximação não há condições, a normas da aviação mandam arremeter e tentar de novo. Se não der para pousar outra vez, a aeronave é desviada para outro aeroporto”, afirma.

Antes de arremeter, o Fokker-100 estava na direção da avenida Nossa Senhora de Fátima e não da Getúlio Vargas, que fica ao lado do aeroporto, porque a visibilidade que o piloto tem da pista na aproximação estaria comprometida por causa do nevoeiro.

O piloto conta que o arremetimento é comum na aviação, tanto que é um procedimento executado muitas vezes pelos alunos durante o curso de pilotagem. â€œÉ preciso arremeter não só em caso de condição meteorológica desfavorável, mas também quando alguma pessoa ou animal invade a pista ou surge algum objeto na pista”, ressalta.

A pista do aeroporto de Bauru, que está localizado numa área densamente povoada, inclusive com prédios, tem 1.500 metros. Para o piloto ouvido pelo JC, a extensão da pista e a localização não são problemas. “Desde que seja respeitada a capacidade limite de peso da pista e as condições meteorológicas sejam favoráveis, não há problema nos pousos e decolagens”.

Mas ele reconhece que é bem-vinda a construção de um novo aeroporto. “O que falta no atual aeroporto de Bauru é um sistema melhor de balizamento, para vôos noturnos, e infra-estrutura para os passageiros”, frisa.

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