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Óleos aromáticos auxiliam em diversos tratamentos

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 4 min

A aromaterapia é muito utilizada juntamente com outras técnicas para o tratamento físico, psicológico e espiritual. Os óleos essenciais, com diferentes aromas têm eficiência comprovada cientificamente.

Na massagem ayuvédica, por exemplo, os óleos são utilizados com fins terapêuticos e também para facilitar a realização dos movimentos com a palma das mãos e polpa dos dedos.

De acordo com a psicóloga e massoterapeuta, Heloísa Maria Martins Juncal, o óleo torna a massagem mais profunda, contribui para não irritar a pele e, em determinadas casos, auxilia no tratamento das disfunções do corpo energético, podendo ser conjugado com a aromaterapia. “No caso da utilização do óleo com fins aromaterapêuticos, é necessário uma iniciação do terapeuta em níveis mais profundos, pois determinadas essências atuam nos campos psíquicos e espirituais”, explica.

Ela completa que, neste caso, o terapeuta deverá possuir uma sensibilidade muito sutil e uma intuição bastante desenvolvida para saber qual o tipo de aroma que o paciente necessita. “O massoterapeuta deve fazer uma rigorosa entrevista com o paciente para conhecê-lo melhor e saber de seus problemas”, afirma.

Heloísa diz que o óleo elimina a secura da pele e lubrifica os tecidos, o que resulta no retardamento do envelhecimento dos mesmos. Além disso, o óleo, de acordo com ela, é considerado pura energia ígnea, condutora de energia e do calor.

A massagem ayuvédica trabalha o corpo inteiro. Todos os nervos e músculos. Ela é um pouco dolorida porque tem a função de relaxar e desfazer todas as tensões, restaurando o bem-estar físico, mental, energético e emocional da pessoa. É muito eficiente, produz no corpo benefícios de tratamento e cura de distúrbios físicos, emocionais e leva quem a recebe a uma reflexão interior, eliminando assim as perturbações mentais. “Pode-se dizer que a massagem ayuvédica relaxa e trata todo ser”, afirma Heloísa.

Ela explica que cada pessoa, nessa terapêutica, é vista como um ser único e, por isso, recebe o tratamento adequado para suas necessidades. O paciente é orientado a respirar corretamente, é orientado a adotar uma melhor postura, não só física, mas também mental.

Heloísa disse que a massagem ayuvédica deverá ser aplicada pelo menos uma vez por semana. Em caso de doença, todos os dias, se possível. Uma série de dez tratamentos iniciais é necessário para reativar as energias do corpo. Posteriormente, deve-se manter o tratamento uma vez por semana ou quinzenalmente para que o corpo não readquira as couraças anteriores. A massagem dura uma hora e meia. Uma música ambiente instrumental é colocada na sala para auxiliar no relaxamento.

Cheiros que equilibram

Aromaterapia é uma forma holística de tratamento que utiliza óleos essenciais. De acordo com a aromaterapeuta Brunhilde Alice Schmitz, da Bioessência, os óleos essencias possuem componentes químicos e, sendo estes balanceados em seus efeitos, ajudam o corpo a recuperar-se de um estado de desequilíbrio que conduz à enfermidade para um equilíbrio entre o físico, mental e emocional, proporcionando assim, saúde e bem-estar.

Ela explica que é através de massagem, inalação, gargarejo, bochechos, banhos, compressas, vaporizações e sprays ambientais, que se faz uso dos óleos essenciais para aliviar e prevenir distúrbios comuns como: cefaléia, resfriado, gripe, sinusite, dores menstruais, dores musculares, tensões, alívio para o estresse, insônia e outros. “Não se pode esquecer a aplição dos óleos essenciais na cosmética e estética”, lembra.

A absorção dos óleos essenciais, de acordo com Brunhilde, se dá através da pele e do olfato. Ao ser inalado, as moléculas do óleo essencial atuam no cérebro, influenciando nas emoções. “Quando usados, devidamente diluídos, sobre a pele, seu princípio ativo é absorvido e cai na circulação sangüínea, atingindo todo o corpo”, explica.

Ela alerta que cheiro agradável não é necessariamente aromaterapia. “Essência é diferente de óleo essencial, a ferramenta básica dessa técnica. Para que sejam eficazes, necessitam ser 100% puros, de origem conhecida, orgânicos, com fornecedor idôneo”, diz.

Sendo assim, a mensagem não é enviada para o cérebro, pois não houve a leitura da composição química pelos cílios olfatórios e fica somente este cheiro “agradável”. Para que aconteça ação cerebral, os cílios olfatórios necessitam reconhecer as moléculas do óleo essencial e após encaixe nestes cílios, enviar a mensagem por sinais eletro químicos para o sistema límbico (morada das emoções) e sistema nervoso central.

Brunhilde finaliza explicando que, para aproveitar os benefícios dos óleos essenciais, é indispensável o aconselhamento de uma aromaterapeuta qualificado, estando ciente de que esta técnica não substitui tratamento médico. “O uso inadequado do óleo essencial pode não trazer o efeito desejado, podendo inclusive prejudicar a saúde”.

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