É atribuída a Sócrates (469 a.C./ 399 a.C.) esta célebre e profunda assertiva que resulta na tomada de consciência, pelo pensamento, de suas próprias atitudes. É considerada através dos tempos, uma reflexiva máxima e está cinzelada em caracteres de ouro na parte frontal do Templo de Delphos. É uma assertiva equivalente a uma moral de ferro, como lei e como verdade e, portanto, um lembrete e uma advertência ao ser humano, para que faça primeiramente uma auto-análise, aprendendo conscientemente a dinâmica de sua personalidade, veja, sinta quem é e o que é, qual a sua estrutura, o seu feitio, as suas virtudes, as suas capacidades, pois o homem que conhece a si mesmo pode ser considerado detentor da luz do conhecimento e confiará às suas mãos tudo que puder, como um viandante que conhece seu caminho, visualizando as portas abertas da vida, sem as lamúrias fraquejantes e os queixumes do coração alquebrado. As mais lindas coisas da vida não podem ser vistas e nem tocadas, mas sim pelo saber do sentimento do coração.
Tão respeitável e extraordinário se apresenta esse aviso, que Platão, Cícero, Xenofonte e Plutarco descrevem conferência havida entre os 7 sábios, para que fosse inscrita aquele mesmo apotegma em grego, igualmente no templo de Apolo.
Outros autores atribuem o “Nosce te ipsum†ao espartano Chilon, Thales de Mileto e Sólon, mas os filósofos, os poetas, como Juvenal, (sat XI. v. 27) afiançam categoricamente que a citação pelo sua alta significação, e objetividade só poderia ter origem celestial pelo desígnio divino.
Antes de tentar conhecer alguém, conheça a si mesmo, pois só se entende as pendências quando se vê nelas, portanto cuide mais de seu caráter do que de sua reputação, pois sua reputação é o que as pessoas pensam que você é. maior de todas as artes é aquela que nos leva a realizar a felicidade no espírito, nos dando a intensidade a toda nossa vida, propagando-se aos que peregrinam ao nosso lado.
Conhecer a si mesmo é assoalhar e pespegar seus anseios, suas amarguras, suas alegrias, seus desígnios, suas dificuldades, seus temores, suas fraquezas, sua capacidade criativa, seus sentimentos, escutando e aconselhando-se com o seu próprio coração, pois suas verdades estão profundamente conectadas com a essência interior, pois ele fala, não com expressões verbais, mas com sentimentos, pois é a morada do amor.
Jamais necessite de elogios para acreditar em si mesmo. O seu caráter é o que você genuinamente é, e confiança no seu potencial é o perfeito arremate, que irá proporcionar forças produtivas que permitirá seu soerguimento, progresso pessoal e o êxito em todas suas empreitadas, arrostando sem receios as barreiras.
“Conhece-te a ti próprioâ€, e terá confiança em si mesmo, acreditará no seu poder em controlar sua própria vida, acreditará enfim, na força que existe dentro de seu coração, e sua fé o ajudará e lhe mostrará os fachos luminosos dos luzeiros que lhe permitirá desvendar os horizontes nos quais, encontrará com certeza os caminhos que conduzem à plenitude transcendental e coerente de sua vida e sentir com regozijo o aconchego da mão de Deus, mostrando-lhe a chave do encanto e da felicidade para ouvir a ressonância das cordas mais profundas da verdadeira alegria, fazendo-o alcançar o domínio e comando sobre todas as circunstâncias difíceis, suportando com coragem e perseverança a disciplina que elas encerram, como o sol, um desmedido luzeiro que chameja através das nuvens escuras e amarfanhadas, dando-lhes glória.
“Conhece-te a ti próprioâ€, sabendo que em cada curva do seu caminho poderá encontrar uma dificuldade que pode tirar sua conquista e a sua paz de espírito, mas obstante, saberá também que toda vez que sobrevier uma dificuldade estará insuflado e confiante na dimensão de seu poder de recuperação, que não deixará seu coração ficar aguilhoado, seu ânimo desvanecer ou sua dignidade desviar-se. (O autor, cel. Iracy Vieira Catalano, é membro do Lions Clube de Bauru Centro)