Economia & Negócios

Comércio bauruense emprega 80 mil

Da Redação
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Apesar das vendas fracas e dos inúmeros impostos, hoje se comemora o Dia do Comerciante, sem festa nem feriado. A data, instituída por Lei Federal em 1953, é uma homenagem a José Maria Lisboa, o Visconde de Cairu, nascido em 16 de julho de 1756.

O visconde - político, economista, escritor e jornalista - foi quem sugeriu a Dom João VI, em janeiro de 1808, que os portos brasileiros fossem abertos às nações amigas, ato considerado marco do desenvolvimento da livre empresa no País.

Em Bauru, o comércio chegou junto com a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que trazia e levava comerciantes e mascates da Capital ao Estado do Mato Grosso. O meio do caminho - aqui - era uma espécie de posto de abastecimento de mercadorias.

Atualmente, o comércio da cidade emprega cerca de 80 mil pessoas, distribuídas em aproximadamente 12 mil empresas, que faturam R$ 1,6 bilhões por ano.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, o setor não está “às mil maravilhas”, mas a instalação de grandes lojas de departamentos e redes de supermercados na cidade dão ânimo novo aos negócios e começam a delinear um novo perfil para a tradição comercial de Bauru.

De acordo com Carvalho, já é natural observar as lojas que começam com pouco investimento, e cerca de seis meses após a inauguração baixam as portas. “Comércio não é só comprar, vender e pôr o lucro no bolso. Tem tributação, salários e uma série de outros gastos. A pessoa precisa saber o que está fazendo”, aponta.

Na opinião de Carvalho, tradição, know-how e um grande volume de capital empatado poderiam trazer sucesso aos novos comerciantes - na competição com as grandes lojas, os impostos e o pouco dinheiro em circulação.

Apesar das poucas perspectivas de melhora para breve, Carvalho vê como um novo fôlego - ainda que “em doses homeopáticas” - os cerca de R$ 12,2 milhões injetados na economia bauruense com o pagamento do crédito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

A princípio, o dinheiro serviria para aliviar o cadastro de inadimplentes do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) em Bauru, que hoje conta com mais de 130 mil negativados.

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