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Unesp desenvolve cerveja mais barata

Da Redação
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Botucatu - O brasileiro poderá ter acesso a cervejas mais baratas e com uma variedade maior de sabores. Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu acaba de desenvolver um novo processo de produção para o produto que utiliza o extrato do malte e não diretamente dos grãos, como é o padrão.

Segundo o autor da pesquisa, o engenheiro agrônomo Muris Sleimam, que desenvolveu os trabalhos durante o seu curso de mestrado, com pequenas variações no processo pesquisado é possível alterar não apenas o sabor, mas também o aroma, o corpo e a aparência da cerveja.

Ele acredita que a nova tecnologia de produção, destinada principalmente às microcervejarias, vai proporcionar aos consumidores maior variedade de opções de gosto aos consumidores.

A utilização do extrato de malte permite que sejam queimadas algumas etapas de produção tradicionalmente utilizadas. Entre elas, a moagem do malte, a mosturação, na qual as matérias primas são transformadas em mosto (cerveja doce antes da fermentação) e a filtração do mosto, onde a casca do malte e outros materiais insolúveis são retirados.

“Como o extrato de malte já é solúvel, este é diluído em água, fervido com o lúpulo e depois vai direto para a fermentação”, explica Muris.

De acordo com o professor Waldemar Venturini, que orientou a pesquisa, a eliminação dessas etapas reduz o investimento inicial de uma microcervejaria, que varia entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, em pelo menos 16% e, ainda, resulta em economia de 50% nos gastos de energia elétrica e térmica.

“A médio prazo, a simplificação do processo pode levar à redução dos custos de produção. Mas isso dependendo do maior uso do extrato de malte pelo mercado”, comenta. Hoje, o extrato de malte é pouco utilizado e custa mais caro que o grão (R$ 0,85 por quilo), tanto na forma de xarope (R$ 1,95 por quilo) quanto na forma de pó (R$ 3,89 por quilo).

Refrigerantes

O grupo de pesquisa está desenvolvendo também processos de produção de refrigerantes com sabores de acerola e maracujá para disponibilizar aos fabricantes. “A proposta é oferecer oportunidades para que pequenos produtores e empresários possam ter oportunidade de inserção no mercado com produtos originais”, ressalta Venturini.

A fabricação de refrigerantes, produzidos a partir de extratos de acerola e maracujá, envolve os mesmos equipamentos utilizados para produzir outros sabores.

Por isso, os custos de produção são equivalentes aos refrigerantes tradicionais. Para ele, a iniciativa encontra respaldo no próprio mercado em que são lançadas freqüentemente bebidas refrescantes com sabores diversos como os de maçã e os cítricos.

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