Estão em Bauru, para palestras, missionários da organização Jovens Com uma Missão (Jocom) e integrantes da tribo indígena cintalarga, cujas aldeias estão espalhadas pelos Estados de Rondônia e Mato Grosso. Os missionários estão encarregados de traduzir a Bíblia para a língua tupi-mondé, que é a falada pelos cintalargas.
O grupo ficará na cidade até o dia 28 e visitará as igrejas locais que apóiam e contribuem financeiramente com o projeto - a 1.ª e a 5.ª Igreja Presbiteriana Indenpendente de Bauru e a Comunidade Missionária do Salvador - e as aldeias terenas e guaranis de Avaí. Amanhã, às 19h, eles também vão dar testemunho da missão na Igreja Manancial de Sião, a convite do pastor José Walter Lelo Rodrigues.
A tradução da Bíblia para o idioma tupi-mondé é importante para a evangelização do povo da etnia cintalarga, afirma os missionários Cledson Correia Lima e Rutenéia Damasceno Lima, que estão aprendendo o idioma. “A evangelização deve ser feita na própria língua do povo. Por isso precisamos da Palavra traduzidaâ€, afirma Cledson.
A Bíblia já foi traduzida para vários idiomas indígenas, mas existem pelo menos cinco etnias que falam somente o tupi-mondé. Os dois missionários, que são alunos do curso de linguística da Universidade das Nações, cuja sede fica no Havaí, contam que o idioma tupi-mondé não é fácil e a tradução demandará muitos anos de trabalho de um grupo de pessoas.
â€œÉ uma língua tonal e cantada, mais difícil que o português. Moramos na aldeia e estamos aprendendo o idioma para depois fazer a tradução. Será um trabalho de vários missionários e que deve demorar muitos anosâ€, diz Rutenéia.
O cacique Naçoca Piu, da aldeia de Cacoal (RO), integra o grupo que está em Bauru. Por falar o português fluentemente, ensina o tupi-mondé aos missionários. Além de falar do projeto da tradução da Bíblia, o cacique veio a Bauru para conhecer de perto as dificuldades e os avanços dos índios da região.
Ele conta que a tribo cintalarga é formada por cerca de 1.200 índios que, apesar de conhecer a cultura branca, praticamente só falam a língua nata. “Temos algumas aldeias isoladas por causa da dificuldade de acesso. Os índios mais novos conhecem a cultura branca. Mas na aldeia falamos só o tupi-mondéâ€, frisa.
Serviço
O grupo de missionários e índios estará amanhã na 1.ª Igreja Presbiteriana Independente, que fica na rua Cussy Júnior, 9-76, às 9h; na Igreja Manancial de Sião, que fica na rua Ezequiel Ramos, 8-51, às 19h; e no dia 28, às 19h30, na Comunidade Missionária do Salvador.