Uma erosão existente dentro do estádio Luiz Edmundo Coube, no Jardim Araruna, já ameaça “engolir†um trecho da calçada da rua lateral, a Doutor Danilo Campana. A preocupação dos moradores da região é que a calçada desabe no momento que alguém esteja passando pelo local.
José Rios, morador do bairro, explica que há risco porque os pedestres não sabem da erosão que está sob a calçada e continuam passando pelo local. Como o terreno é em desnível e o estádio é murado, o buraco só é visto de dentro do campo de futebol.
Quem passa pela rua, ressalta Rios, não chega a perceber que a erosão já está ultrapassando o muro e quase “engolindo†a calçada. O morador conta que pediu providências à prefeitura várias vezes, mas que até agora foram tomadas só medidas paliativas.
Rios relata que a prefeitura chegou a interditar o trecho da calçada onde há a erosão, mas não adiantou. “A prefeitura colocou cavaletes para interditar o local da erosão. Mas jogaram os cavaletes dentro do buraco. Agora colocaram montes de terra, também para evitar a passagem de pedestres pela calçada, mas não adiantou. As pessoas não sabem o risco que correm e continuam passando pelo localâ€, afirma.
O morador explica que desviar do trecho interditado da calçada também é perigoso. “Se você não passar pela calçada, tem que andar pela rua. Se andar pela rua, corre-se o risco de ser atropeladoâ€, frisa lembrando que a via é ligação entre a região dos jardins Araruna e Pagani ao Parque Vista Alegre e local por onde passam crianças para chegar às escolas desses bairros.
Rios aproveita para cobrar da prefeitura manutenção do estádio. “Além da erosão, temos outros problemas. Os vestiários estão abandonados e tornaram-se pontos de uso de drogas. Na rua lateral ao estádio o mato está alto e tem lixo espalhado. Se estivesse tudo limpo, isso não ocorreriaâ€, acredita.
Prefeitura promete análise
A erosão dentro do estádio Luiz Edmundo Coube surgiu por uma deficiência na tubulação que canaliza a água da chuva, segundo Antônio Carlos Duarte, secretário municipal de Obras. Ele promete analisar o problema e, se avaliar que há risco aos pedestres, priorizar os trabalhos no local.
Duarte conta que sabia da erosão e que será preciso trocar 50 metros de tubulação no local. “A galeria que desce do Jardim Pagani conecta-se à outra rede, de diâmetro menor no local da erosão. Durante as chuvas, ao chegar ao ponto de conexão com a galeria mais fina, a água acaba saindo para os lados, o que provocou a erosão. Por isso temos que trocar a galeriaâ€, explica.
Ele diz que não há data para fazer a troca da galeria e o aterramento da erosão. “Mas se avaliarmos que a situação é de risco vamos priorizar essa obraâ€, promete.