De acordo com o artigo 5.º da Constituição Federal todas as pessoas têm os mesmos direitos e deveres, são todas iguais, sem distinção de qualquer natureza. Mas, na prática, isso não acontece. Podemos observar, ainda, discriminações entre homens e mulheres, negros e brancos, ricos e pobres e muitas outras. Homens e mulheres têm os mesmos direitos e deveres, pois apenas se diferenciam pelo sexo. Só que antigamente a mulher era muito mais discriminada. Não podia estudar porque seus pais acreditavam que para cuidar da casa e dos filhos não necessitava de estudo. Não tinha o direito de votar, pois achavam que ela não tinha capacidade suficiente de escolher um bom governante para o seu país.
Com o passar dos tempos, conquistou seu direito ao voto e de freqüentar escolas. A partir de 1960, começou a ganhar seu espaço na sociedade com seu trabalho e mais respeito. O único cargo ainda não ocupado pela mulher brasileira é o de presidente do Brasil. Negros e brancos também têm os mesmos direitos e deveres. O que os diferenciam é somente a cor da pele. Antigamente os negros eram muito mais discriminados. As pessoas os tratavam mal, isolando-os na sociedade. Hoje, já conseguiram se impor e sabem exigir respeito. Encontramos negros ocupando altos cargos em empresas, freqüentando universidades, negros médicos, advogados, etc.
Todas as pessoas têm os mesmos direitos à alimentação, à habitação, saúde, educação... Não importa o sexo, raça, cor, religião, etc. Mas, no nosso País existem pessoas vivendo em situação precária, tendo até de comer coisas retiradas do lixo, algumas, nem isso conseguem. Pessoas morando sob viadutos, em favelas, nas ruas... Crianças de famílias muito pobres, fora da escola, precisando trabalhar para ajudar no sustento da casa. Algumas envolvidas com o tráfico de drogas e na criminalidade. Pessoas pobres não têm assistência necessária da saúde. Em cidades grandes, chegam a morrer nos corredores dos hospitais por não serem atendidas no devido tempo.
Para sanar o problema da discriminação, tanto do negro, quanto do pobre ou da mulher, os pais devem ter diálogo com os filhos desde pequenos. Devem colocar em suas cabecinhas que todas as pessoas são iguais, não importando raça, sexo ou situação financeira. O governo deve fornecer empregos para todos e oferecer-lhes um salário digno. As pessoas devem se conscientizar de que se elas não deixarem a discriminação de lado e não ajudarem os mais necessitados, estes não terão oportunidade de estudar, de trabalhar e de ter um futuro melhor. (O texto foi elaborado pelas alunas Adrieli Silva Paderes, Amanda Cristiani e Bruna Barreto, da 6.ª série A, da escola estadual “Professor Farid Fayadâ€, da cidade de Agudos, sob a orientação da professora Maria Lígia Scachetti Garcia, da disciplina de Português)