Minha Bauru querida, desde os meus longínquos anos de meninice, quando para aqui vim e esta era apenas uma pequena cidade de cerca de 40 mil habitantes, este amor só fez crescer e perdura sempre, forte e inabalável. Mesmo quando muitos e muitos anos mais tarde, já Bauru com mais de 300 mil habitantes e eu caminhando pela Rue du Rivoli em Paris, pela Gran Via de Madri, pela Via Veneto de Roma ou apenas pelas ruas Augusta, a de Lisboa e a de São Paulo, sentia saudade do correspondente bauruense das nossas ruas Batista de Carvalho, avenida Rodrigues Alves e Primeiro de Agosto, além das transversais Araújo Leite, Antônio Alves, Rio Branco, Agenor Meira e 13 de Maio, as maiores ruas do mundo, do nosso mundo, como o nosso Jornal da Cidade é o maior jornal do mundo, do nosso mundo. Se passear na Praça de Espanha em Roma é bom, não deixa de ser bom, também, batistar aos sábados de manhã, vendo amigos de sempre e lembrando outros que já partiram. E sem contar que a gente sabe, cada casa, cada rua, cada estabelecimento comercial, cada banco, cada clube, de quem é, de quem foi, quem vamos encontrar lá. A gente é testemunha de quando cresceu, de quanto progrediu e como foi que tudo aconteceu, para que a transformação trazida pelo progresso tenha sido fruto de amor, pois só o amor constrói. E quanto o amor tem construído em Bauru! E aqui me lembro que amor e fé traçaram o destino de Bauru universitária, quando para aqui veio aquele sonhador que só com fé, amor e coragem plantou em solo bauruense a primeira grande faculdade regional. E aquele que de coração e braços abertos, para aqui trouxeram os outros forasteiros que se apaixonaram e aqui ficaram... Ah! Bauru querida, isto não é apenas saudosismo nem bairrismo, é bauruísmo mesmo. (Isolina Bresolin Vianna - RG. 3.027.947)
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