Botucatu - Um incêndio destruiu ontem mais um prédio histórico da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), na região. Desta vez, o local foi o antigo armazém da estação ferroviária de Botucatu. Ainda não há pistas do que teria provocado o incêndio, mas a hipótese mais provável aponta para um curto-circuito.
No local, funcionava uma entidade de auxílio a deficientes físicos. Quando o fogo começou, cerca de 30 pessoas estavam no prédio. Ninguém ficou ferido. O prejuízo foi apenas financeiro.
De acordo com o diretor de compras da Casa Professora Lídia, Carlos Alberto Amaral, a entidade teve uma perda de aproximadamente R$ 60 mil.
Máquinas e materiais usados pelos deficientes para fazer artesanato foram totalmente consumidos pelo fogo.
Todo efetivo disponível do Corpo de Bombeiros de Botucatu, cerca de 18 homens, foi empenhado para controlar as chamas. O incêndio começou por volta das 10h e demorou cerca de duas horas para ser totalmente controlado.
As pessoas que estavam no prédio, em sua maioria deficiente físicos, conseguiram sair do local sem sofrer nenhum tipo de ferimento.
Segundo o presidente da Casa Professora Lídia, Fernando Angéla, só deu tempo de salvar os documentos da entidade. O fogo se alastrou rapidamente.
Um dos motivos teria sido a grande quantidade de tecido e plástico. Cerca de 2,6 mil peças de roupas e 250 pares de sapatos estavam estocados no prédio. O material havia sido doado e seria distribuído a pessoas carentes.
Além de artesanatos, os assistidos da entidade separavam produtos recicláveis como vidro, papelão, jornal e plástico. Uma parte do dinheiro arrecadado com a venda desses produtos servia para custear algumas despesas da entidade. A outra parte era dividida entre aqueles que produziam o artesanato ou separavam o material reciclável.
De acordo com Angéla, a entidade não mantém convênio com nenhum órgão público. Todo dinheiro, cerca de R$ 3 mil mensais, é obtido com ajuda de colaboradores voluntários.
A Casa Professora Lídia existe há aproximadamente três anos e trabalha diariamente com 36 deficientes. O objetivo principal é tentar inseri-los no mercado de trabalho.
“Foram três anos de trabalho árduo, que foram consumidos em apenas duas horasâ€, lamentou Amaral, diretor da entidade.
As causas do incêndio serão apuradas nos próximos dias pela polícia de Botucatu.