O desemprego que bate recorde histórico no Brasil, com índices alarmantes e insuportáveis, tem gerado inquietação e insegurança sociais, com desestruturação familiar e desastrosas consequências como a marginalidade, o desespero, a violência e o crime de toda sorte. E todo o aparato policial não será suficiente na repressão de problemas de natureza psicossocial, combinado com aspectos políticos, econômicos e militares.
Não se terá segurança e paz social, nem ordem e progresso, sem o ataque frontal e eficiente das causas, da gênese do desemprego, da insegurança, da marginalidade e da violência que residem nos fatores supra citados. Para tanto exige-se governos - federal, estaduais e municipais -, éticos, probos e competentes, transparentes. Abertos, democráticos e participativos! Em todos os níveis ou escalões. O servilismo e a corrupção, piores que quaisquer incompetência e inexperiência somadas, são os maiores entraves, inimigos mortais de qualquer país seguro, pacífico e desenvolvido! Alguns dos principais remédios, providências mais diretas e urgentes a curto, médio e a longo prazo:
1- Erradicação total do analfabetismo no país (hoje são 16 milhões e a. absolutos e 50 milhões de a. funcionais, que mal sabem ler e escrever, desprovidos de senso crítico ou de simples interpretação) e qualificação do ensino em todos os níveis e graus, com atualização e aperfeiçoamento constante, sistemático, de toda a mão de obra nacional, ao lado de toda modernização de nosso parque produtivo.
Para tanto é preciso vontade e decisão políticas, com intenso e maciço investimento em educação que não pode jamais ser encarado como simples “gasto ou despesaâ€, pois chega a render 5 a 10 vezes mais que o investimento feito! Ver o sucesso de tais projetos ou programas de países asiáticos, dos EUA, da França, da Itália, da Alemanha pós-guerras (1ª e 2ª) e outros países europeus! Sem Educação maciça e de qualidade não há solução! Para ninguém, sem ilusão!!! Quem mais estuda, não só mais ganha, mas mais produz, mais rende! É fato!
2- Fortalecimento dos municípios - ou desenvolvendo-lhes realmente em benefícios financeiros e/ou em serviços, equipamentos públicos de qualidade por parte da União e dos Estados, o muito que recolhem e enviam para estes dois últimos; ou ficar com a maior parte destes impostos para uso próprio. O sistema é do tipo feudal, enfraquecendo e injustiçando quem realmente produz. Não teríamos um país forte fortalecimento o município? E enxugando, racionalizando os custos da máquina e da burocracia estatal, estadual e federal, tornando-a mais eficiente e ágil, menos corrupta/ corrompida, menos presente, sem precisar de tanta privatização - não seria outra providência viável, quanto oportuna e necessária?
3- Redução drástica dos juros bancários. Hoje em 18%, uma das taxas mais elevadas do mundo. Pouco/baixo investimento, muito risco! Agiotagem oficializada ou institucionalizada: poucos querem (arriscar) produzir! Altos juros + Altos impostos = grande risco + desemprego + recessão. Não há povo que agüente, nem governo que se sustente! Mesmo com intensa propaganda oficial e um povo de coração tão grande e memória tão curta quanto o brasileiro! Idem demais instituições financeiras do país. Nos países desenvolvidos e em desenvolvimento acentuado como os “tigres asiáticos†os juros não chegam a 5%.
Privilegiar o trabalho, o homem, a sociedade como um todo e não o capital, o chamado capitalismo selvagem, especulativo, parasitário e agiota; volátil, transnacional e predador. O capital é positivo quando socializado, quando produz bens e serviços para todos e não apenas para poucos, de forma ávara e usuária - dai a advertência do Cristo...
Menos juros, mais investimento em produção, no trabalho produtivo, edificante; menos especulação e agiotagem. Maior produção e sua diversificação, maior exportação, mais riquezas para a Nação, mais superavits comerciais, mais independência, soberania!
4- Diminuição, com simplificação dos impostos - há muitos e muitos impostos sobre impostos, anemizando a Nação, descapitalizando a produção e empobrecendo a classe trabalhadora - a razão maior de uma País, justo, moralizado e feliz. Sem justiça e solidariedade sociais não há paz social! Nem segurança, por mais se aparelhe o estado repressor e se aumente a segurança privada, hoje infeliz indústria em franca expansão no país e no mundo. Hoje, nossos impostos batem a casa dos 35% sobre produtos e serviços. O maior do mundo, vergonhosamente; perdemos até para os EUA com cerca de 20% e mais ainda para países europeus e os asiáticos, estes com impostos não excedendo 7%. Por isso seus produtos são altamente competitivos e diversificados! A superproteção e os subsídios (“dumpingâ€) são maus remédios para uma economia saudável e contrários às regras internacionais de comércio e à natural e gradual globalização da (s) economia (s). com a palavra os presidenciáveis e demais candidatos às eleições de 6 de outubro de 2002! (Rubens Colacino - RG. 6.360.282)