Saúde

Especialistas defendem integração

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Os profissionais ouvidos pela reportagem defendem que a melhor alternativa para retardar as marcas do envelhecimento é a integração de todas as áreas da medicina estética.

A esteticista Mara Vidotto de Sousa reforça a necessidade da prevenção desde a infância. Ela ressalta que a exposição ao sol deve obedecer aos horários considerados bons (antes das 10h e depois das 16h) e ser sempre acompanhada do uso sistemático de filtros solares.

Quando chega à adolescência, os jovens devem, segundo ela, procurar orientação médica para tratar a acne, causada pela alteração hormonal fisiológica da puberdade. Ela salienta que o tratamento precoce atenua a doença e evita as cicatrizes.

Por volta dos 20 anos, as pessoas tendem a procurar o dermatologista ou centros estéticos para prevenir o aparecimento das rugas. Nesta época, elas devem observar a higienização adequada dessa pele, fazendo limpezas regulares e usando cremes esfoliantes, hidratantes e nutritivos. Esses cuidados garantem uma vitalidade mais prolongada à pele.

Mas não impedem o envelhecimento natural. Quando as marcas começam a surgir, a medicina dispõe de várias técnicas paliativas, como os citados preenchimento e paralisia muscular, para atenuar os sinais.

“Todas essas substâncias e procedimentos retardam bastante a necessidade cirúrgica. Podem adiar uma cirurgia por vários anos. A medicina estética tenta retardar, atenuar o envelhecimento e até recuperar alguma coisa. E a gente complementa com as cirurgias”, comenta o dermatologista Ivander Bastazini.

A cirurgiã plástica Telma Vidotto de Sousa salienta que mesmo depois dos procedimentos mais invasivos, como os peelings e cirurgias, a pessoa pode contar com o trabalho estético para promover uma recuperação pós-operatória mais rápida e para manter os resultados por mais tempo.

Teste

Apesar de ressaltar todas as vantagens e opções da medicina estética para garantir o embelezamento do ser humano, Bastazini reitera que a atuação profissional limita-se ao percentual do envelhecimento causado pelos fatores externos.

“O envelhecimento cronológico é inevitável. Mas se você quer saber como deveria estar seu rosto, na hora do banho, ponha sua mão perto do bumbum e olhe no espelho. É só comparar. A pele do rosto e da mão deveriam ter a mesma aparência da pele do bumbum, só que ele não toma sol. A diferença, basicamente, é o sol”, completa.

Para todos os bolsos

Como todas as novidades anunciadas no mundo, as técnicas “antitudo” desenvolvidas para a medicina estética são caras e restritas a quem tem boas condições financeiras. No entanto, também como todas as novidades, o passar dos anos e o surgimento da concorrência fazem esses preços caírem depois de algum tempo.

Cerca de 10 anos atrás, um tratamento de mesoterapia (injeção de substâncias sob a pele para redução de gordura localizada) custava mais de R$ 1.000 (10 sessões). Atualmente, o valor de uma sessão varia entre R$ 40,00 e R$ 70,00 conforme a região da aplicação.

A dermatologista Nilma Vidotto de Sousa ressalta que a manutenção da pele feita com cremes e ácidos também não custa caro. “Você pode pedir uma fórmula manipulada por menos de R$ 10,00 e que dure dois meses. Não é um absurdo”, afirma.

Segundo a esteticista Mara Vidotto de Sousa, os procedimentos estéticos para tratar o “conjunto” gordura localizada, flacidez e celulite pode custar entre R$ 200 e 600 reais (um “pacote” com 10 a 20 sessões).

Ela afirma que o que encarece é que as pessoas só procuram o profissional depois do problema já estar instalado. Quando isso acontece, são necessários procedimentos mais agressivos e com mais sessões para que o resultado seja bom.

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