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Os médicos do Centrinho


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As especialidades que compõem o Corpo Clínico Médico do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais são muitas: cirurgia plástica, otorrinolaringologia, anestesiologia, neurocirurgia, pediatria, clínica geral, intensivistas pediátrico e adulto, genética, neurologia e infectologia. O desempenho correto de cada uma dessas especialidades é fundamental e inquestionável. Sem elas as atividades hoje desenvolvidas no Centrinho não alcançariam a dimensão conquistada.

A causa maior de procura ao hospital é a deformidade física centralizada na face, na fissura lábio palatal. Como reagiria um paciente ao saber que não há um cirurgião plástico para atendê-lo? Qual seria sua postura ao ser informado que as cirurgias, primárias ou secundárias, serão realizadas em um Centro Cirúrgico onde existe uma equipe de anestesistas improvisada e despreparada, não lhe sendo garantido o sucesso do procedimento? Felizmente, nenhuma das questões acima é real. Os cirurgiões plásticos e os anestesistas do Centrinho detêm experiência, eficiência e especialização nas áreas.

Os pediatras e clínicos gerais são a palavra final quanto às condições dos pacientes estarem aptos fisicamente ao ato cirúrgico programado, avaliando todas as funções orgânicas que devem reger o encaminhamento seguro. Nas intercorrências, sempre possíveis quando há envolvimento cirúrgico mais delicado, aliam-se aos intensivistas buscando reversão do quadro. E as estatísticas hospitalares revelam o grande grau de eficiência, trazendo ao Centrinho um índice de mortalidade baixíssimo.

Como hospital quaternário, a demanda é ainda para casos altamente complexos, constituindo em sua maioria as chamadas Síndromes, onde associam-se pediatras, clínicos, intensivistas e geneticistas na busca não só da estabilização do quadro clínico, mas do diagnóstico capaz de mostrar diretrizes terapêuticas, trazendo, novamente, índices de recuperação invejáveis. Ressalte-se que muitos desses casos não são cirúrgicos de imediato, necessitando de cuidados prévios a qualquer outro procedimento. Os otorrinolaringologistas não só diagnosticam a deficiência auditiva como indicam a terapia clínica necessária, ou uma protetização, ou um implante coclear. Estão constantemente atentos à possibilidade de comprometimentos otológicos incidentes nos fissurados lábio palatais, pela alteração anatômica apresentada.

Como hospital de anomalias craniofaciais, o espectro de atendimento foi ampliado, recebendo também pacientes com outras deformidades do segmento cefálico que não só as lábio palatais. A equipe neurocirúrgica diagnostica, planeja e realiza procedimentos extremamente complexos na área, obtendo elevada resolutividade dificilmente igualada em outras instituições. No final, o trabalho é todo monitorado pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, conduzida por um médico infectologista. Seu trabalho constante e diário, determinando medidas de prevenção, reduz a índices aprovados em qualquer instância a infecção hospitalar no Centrinho.

Basicamente é isso, pois detalhar todo o trabalho realizado seria longo demais. O Corpo Clínico Médico do Centrinho é uma equipe de alta competência, trabalhando em conjunto, trocando idéias e buscando, cada vez mais, especializar-se no tratamento do portador de anomalias craniofacial, qualquer seja sua manifestação. (O autor, dr. Luiz Fernando Ribeiro, CRM 16320, é diretor clínico do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais)

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