Polícia

Assassino de ex-jogador é procurado

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O motoqueiro que deu fuga ao rapaz acusado de ter matado Carlos Alberto Gomes da Costa, o Carlão, ex-jogador do Esporte Clube Noroeste, no último domingo, apresentou-se espontaneamente ontem à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru. Ele confirmou que o rapaz estava portando duas armas, mas não conseguiu reconhecer a foto de Nilson Pinto Ramalho, que continua sendo procurado pela polícia como autor dos disparos que mataram o ex-jogador.

A testemunha, que teve seu nome mantido em sigilo pela polícia por questões de segurança, alegou que passou por momentos de muita tensão e que não teve tempo de gravar a fisionomia do acusado de ter matado Carlos Alberto.

O motoqueiro alegou que foi obrigado a dar fuga para um desconhecido, vestido com uma camisa do São Paulo Futebol Clube. Segundo o delegado J.J. Cardia, o motoqueiro contou que foi abordado próximo do local do crime. “Ele disse que um desconhecido, portando duas armas, teria obrigado-o a entregar um blusão e a levá-lo até o Sambódromo”, diz.

No Sambódromo, onde estava sendo realizado um show de moto, o acusado teria se misturado ao público para se livrar da polícia. “Ele teria vestido o blusão sobre a camisa do time para não ser identificado”, conta Cardia.

Na opinião do delegado, a versão apresentada pela testemunha confirma o depoimento do mototaxista Marcos Contrin Barcos, que alegava não ter dado fuga ao autor dos disparos. Barcos, que transportou o autor dos disparos até o local do crime, está preso acusado de co-autoria.

O depoimento confirma, ainda, que o acusado fugiu com as duas armas. “Uma pistola que era da vítima e com o revólver que ele cometeu o crime”, conta Cardia. Embora o reconhecimento não tenha sido satisfatório, o delegado acredita que a testemunha tenha transportado o acusado. “Ele disse que a pessoa que o obrigou a levá-lo até o Sambódromo era muito parecida com Nilson Ramalho, mas que ele estava nervoso e não teria gravado a fisionomia”, diz.

De acordo com o delegado, a testemunha acompanhou as matérias publicadas pelo JC sobre o crime e procurou a delegacia para dizer o que sabia do caso. “Estamos montando o quebra-cabeças. O acusado de cometer o crime, Nilson Ramalho, continua sendo procurado”, ressalta Cardia.

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Envolvimento amoroso

A namorada de Carlos Alberto Gomes da Costa, uma adolescente de 17 anos, que presenciou o crime, entrou em contato com o JC para afirmar que não conhecia Nilson Ramalho e muito menos manteve relacionamento amoroso com ele, diferente das informações obtidas pela reportagem.

Ela afirma que seu namorado também não conhecia Ramalho, mas que não gostou do fato de o rapaz ter olhado para o casal, que estava dentro do carro. “O Carlão apontou a arma para o rapaz e logo saíram em discussão e luta corporal. Mas eu não conhecia esse rapaz. Nunca tinha visto antes”, diz.

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