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O sentido da educação


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Os povos caminham sobre incessantes evoluções nas mais diferentes estradas da vida, alastrando suas múltiplas idéias ao longo dos tempos que vão passando. São, assim, desde o começo do mundo e, portanto, só podem desviar-se de seus milenares rumos quando desejando levar suas inovações ao amplo campo do aprimoramento pessoal, modificando-as, então, segundo o propósito de serem sempre mais e melhor. Então, é imprescindível educar os seres para tais conquistas, sem o que nada feito, pois ninguém nasce sabendo, sem demonstrações à sua frente. Mas, o que na verdade é educar? Racionalmente, não é apenas alfabetizar, o que as pessoas conseguem facilmente através de sua escolarização, integral preferencialmente. Na frequência à escola reside o alvorecer da educação, por sinal um despertar admirável. Mas, isso é pouco, porque escrever, ler e contar não é tudo que a todo instante a vida exige de cada um. Há muita coisa mais andando paralelamente e, então, entra no contexto a sagrada missão educadora da família, a quem compete inquestionavelmente contribuir para a formação da personalidade de seus membros na fase em que eles mais necessitem, caso especial dos filhos adolescentes e jovens, a fim de que se desenvolvam cada vez mais capazes de viver, pelo resto de suas curtas ou longas existências, bem preparados pelos seus pais, sabendo solucionar inteligentemente os problemas que certamente lhes advirão.

Afirma-se que na educação nada se gasta e, sim, investe-se tudo, eis que através dela se criam condições para que o jovem de hoje e o adulto de amanhã, de ambos os sexos, se tornem absolutamente responsáveis, “superando a carência de direitos que não têm e de deveres que desconhecem”, como adverte certo observador, conseguindo, dessa forma, integrar-se social e profissionalmente em tudo para ajudar na construção ou melhoria do universo, sem a pretensão de acumular bens e reunir dinheiro e, sim, com a mentalidade voltada para o respeito e a fraternidade humana. E promover o aprimoramento educacional do próximo é coisa que constitui responsabilidade incontestável de seus maiores, os genitores, aos quais incumbe ministrar e desenvolver o verdadeiro sentido da educação dos garotos(as), tendo sempre em vista que tão importante função não é privilégio de ricos e pobres, mas de quantos pretendam concorrer para que as pessoas sejam cada vez mais eqüânimes, inserindo na imagem da correção e da justiça sua maneira de pensar e agir. E também aos maiores (há no mundo tanta gente mal ou nada educada) se tem de ensinar o real contexto da educação. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). Amanhã, Dia dos Pais, considerem-se de parabéns todos aqueles que se preocupam com o futuro e colocam os filhos nas linhas imprescindíveis da educação social.

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