Após um ano de muitas confusões, o prefeito Nilson Costa (PPS) assinou ontem contrato com a empresa Tec Seg para a prestação de serviço médico-hospitalar aos servidores públicos municipais.
Cerca de 3 mil funcionários já aderiram ao plano de saúde. Somados os seus dependentes, a empresa se responsabilizará pelo atendimento de 9 mil usuários.
Em julho do ano passado, a administração municipal suspendeu a assistência médica aos servidores e seus familiares para atender à legislação federal que exige a separação desse serviço da previdência social.
A categoria ficou sem o benefício até o início deste ano, quando o prefeito decidiu assinar um contrato de emergência para reativar o serviço.
A assistência-tampão permaneceu até que se resolvesse de vez a licitação pública para a contratação em definitivo do plano de saúde. Cada servidor contribui com 4% do salário a título de pagamento do plano.
A categoria não vai sentir nenhuma mudança na prestação do serviço porque a empresa contratada já era responsável pelo atendimento do plano.
Denúncia
A operadora, no entanto, é alvo de críticas por parte do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm). A entidade acusa a empresa de não cumprir o contrato por falta de atendimento adequado à categoria.
Na próxima semana, os sindicalistas vão se reunir com o promotor de Defesa do Consumidor, Libório Alves Antonio do Nascimento. O sindicato representou a Tec Seg à promotoria pública por descumprimento do contrato.
Mas, para a direção da empresa a situação é normal. “O sindicato está, desesperadamente, tentando atingir a administração do prefeito Nilson Costaâ€, diz o diretor clínico da operadora, Luciano Braga.
Ele avalia que “eventualidades†acontecem todos os dias. “Uma pessoa que se esquece de um documento ou não entende bem uma orientação. Eventualmente, um profissional que atende a essa pessoa e não agrada. Não houve nenhum problema que deixou de ser resolvidoâ€, garante.
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Sindicato aponta falhas
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) diz que há falhas no atendimento da Tec Seg. Segundo Eliana Martins, a situação foi configurada na última segunda-feira no pronto atendimento da empresa.
Ela diz que o serviço deveria contar com um médico de cada especialidade, o que não está ocorrendo. A sindicalista relata que os servidores são obrigados a esperar horas para serem atendidos.
“No pronto atendimento não há banheiros e nem vestiários. Os pacientes se despem e se vestem na frente dos médicos. Não há salas para exames, de inalação e o atendimento emergencial de adultos é feito junto com o infantilâ€, denuncia.
Eliana explica que uma representação contra a empresa já foi protocolada junto à Promotoria de Defesa do Consumidor para relatar a situação.