Turismo

Ilhabela

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Até 1997, a simples menção da cidade como roteiro de viagem levava muita gente a se coçar. As lembranças dos borrachudos, suas picadas e zoadas noturnas, faziam muitos desistirem dos planos de uma temporada agradável num dos mais belos cartões-postais do Estado.

A cidade era quase que exclusiva de velejadores, que sobre as ondas do mar não tinham qualquer problema com insetos voadores. Ricos e famosos, incluindo muitos estrangeiros, construíram suas mansões dotadas de toda mordomia, incluindo inseparáveis mosquiteiros.

A Prefeitura sentiu que era preciso agir e lançou mão de um amplo trabalho de desinfecção dos focos dos insetos que eram mesmo irritantes. Os bichinhos foram atacados nos mananciais, deixando de incomodar os alérgicos, que puderam voltar à ilha, numa boa.

Surgiram novos restaurantes, hotéis, pousadas e campings, agora convidativos, por conta de uma noite bem dormida. Mas o trabalho não parou aí. A limpeza dos pontos turísticos foi intensificada, o Centro Histórico passou por uma remodelação e o Passeio Público Sobre o Mar entrou em sua fase final de construção para se transformar no mais novo cartão-postal da “Capital da Vela”.

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Cachoeiras e mergulho

Ilhabela é um santuário ecológico que oferece muitas opções de mergulho, trilhas, canoagem, rapel, trekking, passeios de barco, cachoeiras e praias. Isso porque reúne montanha, floresta e mar.

Quem não está a fim de lançar-se ao mar pode simplesmente caminhar pelo centro que conserva algumas construções em estilo colonial; visitar fazendas centenárias tombadas pelo Patrimônio Histórico, caso da Fazenda Engenho D’Água - que ainda guarda muitas de suas características originais incluindo as seteiras e os porões onde dormiam os escravos -; ou simplesmente observar como em Ilhabela o vento sopra forte favorecendo as regatas.

Caiçaras na ilha

O nome Ilhabela é novo: data de 1944. Antes disso a cidade era chamada de Vila da Ilha de São Sebastião, Villa Bella da Princesa e Formosa.

Até a década de 50, sua população era essencialmente caiçara, habitando casas simples fincadas na faixa próxima ao mar. A ela foram se somando migrantes e turistas, vindos principalmente da capital paulista. Adquiriram terras e construíram suas casas, muitas conservadas até hoje, caso da Vila Caiçara, do Engenho D’Água, da Garapocaia e do Catatau.

A inauguração da balsa ligando São Sebastião a Ilhabela (com duração de 20 minutos, em média) em 1958, incrementou o turismo na ilha, que até então era voltada apenas para a pesca, o cultivo da cana de açúcar e a fabricação de pinga. Como 85% da área do município é coberta pela Mata Atlântica, incrementou-se o turismo ecológico, além do náutico, com os aventureiros encontrando um paraíso de praias, picos, fauna e flora primitivas, rios e cerca de 360 cachoeiras.

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