Na opinião do professor agredido anteontem na Reitoria da Unesp, José Carlos Martinez, há verba extra-orçamentária destinada aos novos câmpus para 2003 - e há grande possibilidade de a Assembléia Legislativa de São Paulo transformar o repasse desse dinheiro em lei. “Esse recurso extra-orçamentário é ‘dinheiro marcado’, não sai do bolso da Unespâ€, aponta Martinez.
O estudante de jornalismo da Unesp/Bauru Valério Freire Paiva, representante discente na Comissão de Análise do Projeto de Expansão de Vagas da Unesp, não foi encontrado pela reportagem para comentar a invasão dos estudantes, mas divulgou nota à imprensa sobre o assunto.
De acordo com Paiva, o projeto de expansão, da maneira como está sendo proposto, fere os princípios básicos de uma universidade pública.
“Esses novos câmpus não possuem a mínima infra-estrutura necessária para a assistência estudantil, como moradia e restaurante subsidiado pela reitoria. (...) Não houve nenhum debate com a comunidade universitária, que se colocou contrária à precarização do ensino públicoâ€, diz a nota.
E completa: “Várias faculdades montaram comissões para analisar esse projeto, e todas concordam com a necessidade de ampliação do ensino público gratuito e de qualidade, o que não corresponde ao atual projeto da Reitoria.â€
Cursos
Para o professor Martinez, com a expansão, a Unesp vai atender a comunidades que têm deficiência em ensino superior gratuito. “São cursos em que se observa que há deficiência de material humano capacitado no mercado, e que atende às peculiaridades regionais. A Unesp está fazendo uma ação social tremenda, mas infelizmente sempre existe um grupo de oposiçãoâ€, afirma.
De acordo com Martinez, são estes os cursos a serem criados, conforme a proposta que seria votada: Registro - Agronomia; Itapeva - Engenharia Industrial Madeireira; Ourinhos - Geografia com habilitação em Meteorologia; Rosana - Turismo com habilitação em Ecoturismo; Dracena - Zootecnia; Tupã - Agronegócios; Iperó - Ciências Ambientais; e Sorocaba - Mecatrônica.