Saúde

Tratamento cura em 6 a 12 meses

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A cura da hanseníase foi descoberta há aproximadamente 40 anos e o tratamento, hoje, pode ser completado em seis ou 12 meses, conforme a fase da doença em que o diagnóstico é feito. Quanto mais precoce ele é iniciado, mais simples torna-se a cura, com menos remédios e sem seqüelas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a hanseníase pode ser classificada em dois tipos: paucibacilar (PB - menos de cinco manchas) e multibacilar (MB - mais de cinco manchas). O tratamento para PB é feito com duas drogas e dura seis meses. Para MB são usadas três drogas durante 12 meses.

Os médicos salientam que a eficácia do tratamento depende exclusivamente da adesão do paciente, ou seja, ele precisa seguir à risca as orientações médicas e não pode ficar nem um dia sem tomar os medicamentos. Quando a medicação é interrompida antes do tempo, a bactéria fica ainda mais forte.

Praticidade

Para facilitar o tratamento, os remédios contra a hanseníase são distribuídos em cartelas especiais. Cada cartela contém a quantidade exata de drogas necessárias para quatro semanas. São duas ou três drogas na mesma cartela, conforme o tipo de tratamento.

Na primeira dose, o paciente toma duas ou três drogas (conforme a classificação da doença) numa única vez. A partir do segundo dia, ele vai tomar dois comprimidos diários. No 29.º dia de tratamento, ele inicia outra cartela, exatamente igual à anterior.

No verso da embalagem, existe uma indicação precisa do dia em que cada comprimido deve ser ingerido. A primeira dose fica no alto da cartela. Logo abaixo, os números de 2 a 28 indicam a ordem em que os comprimidos devem ser tomados.

De graça

De acordo com o diretor técnico do Instituto Lauro de Souza Lima, o cirurgião plástico Marcos Virmond, o tratamento contra hanseníase é totalmente gratuito no Brasil desde 1998, quando foi incluído como procedimento obrigatório de atenção básica à saúde.

Desde então, todos os hospitais, núcleos e postos de saúde do País têm que manter estes medicamentos em seus estoques. Da mesma forma, todos os médicos da saúde pública têm que ser capacitados para identificar a doença logo nos primeiros sinais.

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