Política

Kobayashi diz que SP é sub-representado no Congresso

Rose Araujo
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Coordenador da bancada paulista no Congresso Nacional, o deputado federal Paulo Kobayashi (PSDB) acredita que o Estado de São Paulo está sub-representado no Governo Federal. De acordo com ele, embora seja a maior unidade federativa em termos de arrecadação financeira, São Paulo recebe uma fatia muito pequena do orçamento da União. “Ficamos em desvantagens por sermos um Estado considerado rico e não conseguimos aumentar o orçamento apenas com as votações”, destaca o deputado.

Kobayashi, que é candidato à reeleição, explica que para conseguir verbas da União é preciso se valer do diálogo, fazendo acordos com outros políticos. “Assim, conseguimos melhorar a performance dos Ministérios e dos órgãos públicos com relação ao atendimento das prioridades do Estado”, salienta.

Membro das Comissões de Orçamento, Relações Exteriores e Defesa Nacional, o deputado salienta que, embora São Paulo tenha uma arrecadação de recursos muito grande, também possui uma das maiores desigualdades sociais do País. “O Estado ainda recebe muitos imigrantes em busca de uma vida melhor. Por mais que consiga recursos, eles sempre serão insuficientes para atender toda a demanda”, ressalta Kobayashi.

Entre suas propostas como candidato à reeleição, o deputado diz que pretende tentar recuperar parte dos recursos perdidos pelo Estado para outras unidades federativas. “Eu respeito as necessidades dos outros Estados brasileiros, mas acho que São Paulo não pode ficar em desvantagem financeira por ser considerado rico.”

Único representante nikkey (descendente de oriental) na Câmara Federal, Kobayashi se comprometeu junto ao ex-vereador e diretor-presidente do Clube Cultural Nipo-Brasileiro de Bauru, Futaro Sato, a reivindicar verbas a fundo perdido para a conclusão do viaduto sobre os trilhos da Fepasa. “Acho que serão necessários cerca de R$ 10 milhões para finalizar o viaduto”, diz Sato.

A obra foi iniciada durante o mandato do ex-prefeito Tidei de Lima (PMDB), em 1996, e continua parada até hoje por falta de verbas. “Essas obras inacabadas sempre são prioridade no orçamento, pois elas têm uma simbologia política muito ruim e significam dinheiro empregado em algo que não está sendo utilizado”, salienta.

Kobayashi quer se valer do fato de ser representante da comunidade nipo-brasileira para angariar votos na cidade. “Na última eleição eu tive aproximadamente 250 votos da comunidade oriental de Bauru e estou voltando para pedir apoio novamente”, destaca.

De acordo com ele, o fato de ser o único nikkey da Câmara Federal tem apenas retorno político. “Isso é só questão de representatividade. O fato de ter um representante na política fortalece a comunidade”, diz.

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