Lençóis Paulista - Através da Diretoria de Agricultura e Meio Ambiente, a Prefeitura Municipal iniciou na última semana, estudos específicos para a execução do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos. O plano, apresentado à comunidade no dia 27 de junho, recebeu parecer favorável do Ministério do Meio Ambiente.
“Nesta primeira fase estaremos diagnosticando, identificando e tabulando uma série de informaçõesâ€, informa o professor Alcides Lopes Leão, do Departamento de Recursos Naturais da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu e membro da FAO, organização que trata de temas ambientais no mundo.
De acordo com Leão, também estarão em avaliação a quantidade de resíduos gerados, como é feita a coleta, o número de dias da coleta, quanto a prefeitura gasta para efetuar e realizar a triagem e a separação do material, o volume destinado a compostagem e aterro.
Segundo o especialista, após a conclusão da fase um, serão determinados o volume e as especificações dos materiais gerados pelo município, através de uma análise estatística. “Será possível sabermos quanto a cidade gera, por exemplo, de plástico, tipo pet, de plástico tipo sacolinha, além de papelão, papel branco e outros materiaisâ€, prevê Leão.
Análises preliminares revelaram que os resíduos recebidos pela Usina de Reciclagem e Compostagem de Lixo são de baixa qualidade. “Além disso, a existência de coleta informal na cidade, contribui para alterar a composição e diminuir a qualidade do material recebidoâ€, avalia. Alcides Lopes Leão disse que após a conclusão da fase um, será desenvolvido um projeto de educação ambiental durante o segundo semestre deste ano.
Educação Ambiental
O projeto, de acordo com o professor, pretende trabalhar com os formadores de opinião da sociedade lençoense: lideranças comunitárias, educadores, clubes de serviço, lideranças da sociedade civil e autoridades.
“Não visualizamos em um horizonte rápido, a implantação da coleta seletiva de lixo sem o conhecimento do que é gerado e principalmente, sem o desenvolvimento de um projeto de educaçãoâ€, diz o professor.
Neste contexto, continua, “a participação dos educadores é fundamental à medida em que esses conhecimentos podem ser trabalhados em salas de aula junto às crianças. Precisamos estimular a participação dos pais. As crianças são fundamentais neste processoâ€, avalia o professor da Unesp.
Além do engajamento da sociedade, o projeto de educação ambiental busca também melhorar a qualidade do material coletado pela prefeitura. De acordo com o cronograma do Plano de Gerenciamento Integrado, será feita uma nova amostragem, diagnosticando se o trabalho desenvolvido alterou a qualidade da composição do lixo.
“Buscamos também reduzir o nível de acidentes de trabalhos envolvendo os funcionários que manuseiam o lixo. Um dos pontos que será realçado na educação ambiental é o cuidado no acondicionamento dos produtos que oferecem riscos às pessoasâ€, diz.
O processo é longo, adianta Leão. “Não esperamos que isso seja corrigido em apenas um semestre. Porém, acreditamos que será possível perceber uma diferença na postura das pessoas em relação a esta questãoâ€, finaliza .
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Capacidade da usina
A Usina de Reciclagem deverá ser melhorada e ampliada. Os recursos estão previstos no orçamento do projeto. Segundo o professor Leão, somente após a análise de fatores como a qualidade dos resíduos, as alternativas para otimizar ou realizar uma nova triagem do material recebido, o volume efetivamente gerado pela cidade e a eficiência da esteira utilizada para a separação dos resíduos, será possível determinar a eficiência da Usina de Reciclagem e os parâmetros para aumentar a sua capacidade, avalia.