Saúde

Doenças sinalizam obstrução de energia

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 6 min

A terapeuta Marta Vianna afirma que a forma que o organismo tem de sinalizar que existe uma obstrução ou alteração no fluxo de energia em algum dos chakras ou corpos energéticos é adoecer. “Quando está mal nutrido energeticamente, o corpo grita”, afirma.

Esse “grito” pode manifestar-se em diferentes graus: um ligeiro mal-estar, sonolência, insônia, dor de cabeça, gastrite, diabetes, doenças neurológicas, câncer. A gravidade do sintoma é proporcional ao “tamanho” da alteração (causa), à duração do bloqueio (se momentâneo ou constante) e ao local desnutrido (centro ou periferia do chakra).

“As doenças sinalizam que você precisa mudar. Quando apresenta algum sintoma, a pessoa deveria ‘entrar’ em seu campo energético, olhar para si mesmo e mudar o que está errado. No entanto, com a medicina convencional, as pessoas se tratam para eliminar esses sinais, para calar o organismo”, observa Vianna.

Alicerce

O primeiro chakra - básico - coordena o corpo etérico. É o campo de energia mais estruturado do corpo humano e estende-se a poucos centímetros da pele. Está relacionado aos cinco sentidos fundamentais (tato, olfato, paladar, visão e audição) e representa a condição de vitalidade do corpo físico (matéria).

De acordo com Vianna, por referir-se ao chakra da sustentação, quando o corpo etérico está obstruído, torna o indivíduo emocionalmente desanimado e instável. â€œÉ o chakra mais comprometido nos processos depressivos. A pessoa sente um mal-estar generalizado, é aquela que sente dor em todos os ossos e músculos”, observa a terapeuta.

Segundo ela, o mecanismo natural de compensação para amenizar esse desequilíbrio energético é o apego à matéria, a compulsão por compras e por sexo. Também está relacionado ao ganho de peso corporal, como tentativa de adquirir estabilidade e sentir os pés no chão.

Com o fluxo de energia falho, pode resultar em alterações e doenças em qualquer um dos órgãos e sistemas nutridos pelo primeiro chakra. Hemorróidas, lesão de períneo, problemas ortopédicos e doenças neurológicas são alguns exemplos.

“A criança que apanha muito dos pais nos primeiros anos de vida ou que sofre perdas muito importantes pode desenvolver um mecanismo de defesa àquela dor. Ela ‘anestesia’ o primeiro chakra e programa o corpo etérico para bloquear as sensações. Ela pode registrar esse padrão limitante por toda a vida”, ressalta Vianna.

Ela salienta que as conseqüências destas associações dependem da interpretação que cada criança fez de determinada situação. “A pessoa que foi muito pobre na infância pode tanto tornar-se um adulto comprador compulsivo para compensar o que não teve no passado, como pode passar a vida toda juntando e guardando, porque o registro que ela fez foi de falta”, completa.

Prazer

O segundo chakra é responsável pela percepção de todos os tipos de emoção. Quando a energia flui livremente, dá sensação de alegria e prazer. É a pessoa “topa tudo”, para a qual as mínimas coisas são fontes absolutas de bem-estar.

Por outro lado, a pessoa com distúrbios neste chakra sente dificuldade em sentir prazer em alguns ou todos os aspectos da vida. Tende a ser exigente ao extremo, sempre insatisfeita e ciumenta.

â€œÉ aquele indivíduo que procura defeito em tudo, para quem tudo está ruim sempre. É o jovem que pensa que só vai ser feliz quando estiver formado. Ele se esforça e nada muda. Então ele decide que vai ser feliz quando se casar. O tempo passa, ele envelhece e não conheceu a felicidade”, comenta Vianna.

Ela afirma que o corpo emocional é nutrido pelo outro, pela troca de energia com as outras pessoas. O indivíduo que bloqueia este chakra tenta sugar a energia do outro, torna-se possessivo e exige submissão de companheiros e amigos.

Do ponto de vista físico, reflete-se, principalmente, em doenças do aparelho reprodutor: cistos nos ovários, endometriose, problemas de próstata e até desempenho sexual. “São aquelas pessoas que não conseguem sentir as emoções normais e tentam compensar buscando prazer nos esportes radicais e nas atividades de risco”, destaca Vianna.

Lógica

Coordenado pelo terceiro chakra, o corpo mental é a ligação do ser humano com o raciocínio, a lógica e a integração dele com o mundo. Essa convivência ocorre de maneira lógica, com a assimilação de regras, valores, conceitos e convenções sociais.

De acordo com a terapeuta, é o corpo que posiciona o indivíduo no mundo, dá noção de capacidade e poder perante os outros. Ela comenta que um tipo freqüente de bloqueio desse corpo energético é a mãe que chama a atenção de seu filho comparando seu comportamento ou suas notas com os de outras crianças.

“Quando diz que o vizinho, amigo ou primo tirou dez na escola, ela sugere que aquela criança deveria ser igual à outra. A criança se sente um lixo, um ser incapaz e inferior”, explica.

Outro exemplo de malformação deste chakra é a criança que tem um pai ou mãe alcoólatra. “Num momento, esse pai é o orientador, que educa e ensina. De repente, ele chega em casa gritando, batendo e causando dor. Isso confunde a criança sobre o que pode e o que não pode. Quando adulto, ele terá reações confusas também”, observa Vianna.

Pessoas que têm o fluxo de energia neste corpo bloqueado, tendem a apresentar estados de ansiedade, sensação de impotência, dificuldades no uso do poder (submissão ou prepotência). Com padrões inadequados de interação com o mundo, ela necessita da aprovação externa para tudo, o que pode propiciar identificações doentias com gangues ou outros grupos.

Como mecanismo de compensação, a pessoa costuma ingerir grande quantidade de alimentos que liberam energia rapidamente, como doces, chocolate, massas e álcool. Segundo Marta Vianna, o alcoolismo é conseqüência direta de deficiência neste chakra, seguido pela gastrite, pelo diabetes, problemas de vesícula, fígado e estômago.

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Identificando corpos energéticos

A terapeuta Marta Vianna afirma que a atuação dos corpos energéticos estende-se num raio de até 1,5 metro do corpo. Por isso, se a distância entre duas pessoas é menor que três metros, uma interfere no campo energético da outra.

“Essas forças são reais e perfeitamente palpáveis. Você sente e vê”, garante. Para isso, ela criou vários exercícios que ajudam seus pacientes a identificar a energia. Mas salienta que a sociedade ocidental não acredita na importância do equilíbrio energético e que é preciso quebrar essa preconceito para obter os resultados pretendidos com os exercícios.

Para mostrar a energia do corpo etérico, Vianna pede que as pessoas fiquem de frente e encostem os braços numa parede. As mãos devem ficar na altura dos olhos (foto). Mantendo a visão natural, porém relaxada, a pessoa deve aproximar e afastar uma mão da outra lentamente, observando o que vê entre os dedos.

“O objetivo é que todos enxerguem um halo de luz como neon. Quando afasta as mãos, esse halo de estica, tentando continuar unido à outra mão. Alguns conseguem ver até a cor da energia. Quanto mais azul, mais forte ela é”, explica.

Limites

Outro exercício que ela aplica é para mostrar a atuação do campo ketérico-padrão, que age a partir de 1,5 metro do corpo. Ela coloca duas pessoas distantes uma da outra em seis metros. Ambas com as mãos estendidas à frente, uma fica parada enquanto a outra caminha em sua direção, de olhos fechados.

Em todas as tentativas, a pessoa que caminha pára ou apresenta algum tipo de reação quando chega a três metros da outra. â€œÉ o ponto em que os corpos energéticos se tocam. Algumas pessoas param porque sentem repulsa ou medo. Só quando a empatia entre as duas pessoas é muito grande é que ela não pára”, afirma.

De acordo com Vianna, a atuação do campo energético é percebida, principalmente, a 1,5 metro, 1 metro, 40 centímetros e a cinco centímetros do corpo. Isso representa os limites de alguns dos corpos energéticos. “Mas é preciso liberar a capacidade de percepção para ter essas sensações de limite e bloqueio e isso depende de cada um”, reitera.

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