Tribuna do Leitor

Antônio Gabriel Atta


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Há pouco mais de uma semana, com muita tristeza e emoção, despedi-me de um amigo e companheiro com quem trabalhei quase 40 anos.

Gostaria de encontrar algumas palavras que pudessem expressar com justiça o tamanho da perda. Mas frases sonoras e belas palavras, por mais lindas que pudessem ser, não acrescentariam nada à figura do professor ilustre, do educador emérito e do médico sábio e humano! Entretanto, mais do que qualquer outro, sinto-me autorizado, pela amizade, a fazer alguns comentários muito pessoais. Porque eu desejo relembrar o amigo!

O amigo de todos os momentos e de todas as horas especialmente daquelas mais difíceis, mais amargas, daquelas de sofrimento!

Desejo lembrar o amigo fiel, leal e exaltar a amizade sem compromissos nem cobranças!

Lembrar aquele que se oferecia inteiramente, sem pedir nada em troca!

Daquele que sabia respeitar as dores, mas também sabia manter os segredos!

Desejo lembrar o amigo que apoiava, o amigo que aconselhava, o amigo que estimulava e nos arrastava para o alto!

O amigo que corrigia os nossos erros e nos orientava quando do desvio da rota!

O amigo que sempre sabia ouvir, sabia calar mas, principalmente, sabia dispor da palavra exata no momento necessário e não nos deixava inclinado ao passado procurando reminiscências perdidas, sonhos de grandeza e ilusões de amores.

Desejo recordar aquele que se comovia quando chamado simplesmente de amigo!

Muito desejava falar, mas não consigo encontrar as palavras adequadas. Talvez porque a amizade não pode ser descrita! Apenas pode ser percebida com o coração. Pode apenas ser vivida. O que eu tive foi apenas um amigo. Mas isto é tudo!

Adeus, meu caríssimo Atta!

Tenho certeza que ainda nos encontraremos! (Roberto Loureiro Maringoni - RG: 1.426.726)

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