A partir de amanhã até o próximo sábado, os bauruenses com idade acima de 16 anos poderão se manifestar a favor ou contra a adesão do Brasil à Área de Livre Comércio das Américas (Alca). As cédulas e urnas para a realização do plebiscito estarão disponíveis nas paróquias da Igreja Católica e nas sedes de sindicatos de trabalhadores, durante o horário comercial.
Para facilitar a coleta dos votos, haverá urnas itinerantes nas escolas públicas e privadas. A União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umesb) será a responsável pela mobilização nas instituições educacionais.
Os sindicatos também vão correr as bases para que os trabalhadores se manifestem sobre a Alca. Uma outra opção é o Calçadão da Batista. Uma urna estará disponível na quadra 6, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
As cédulas vão trazer impressas três perguntas: 1 - O governo brasileiro deve assinar o tratado da Alca?; 2 - O governo brasileiro deve continuar participando das negociações da Alca; 3 - O governo brasileiro deve entregar uma parte do nosso território - a Base de Alcântara (MA) - para o controle militar dos Estados Unidos?
O que é a Alca?
Embora tenha sido formalizada há sete anos, a Área de Livre Comércio das Américas somente agora começa a chamar a atenção dos brasileiros para uma discussão mais aprofundada.
As incertezas sobre as vantagens e desvantagens do Brasil aderir ao bloco econômico acabaram unindo os segmentos organizados da sociedade.
Formada por 34 países, que juntos somam um mercado de 800 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 11 trilhões, a Alca deverá ser a maior zona de livre comércio do mundo.
O bloco inicia-se no Alasca (extremo Norte da América) e atravessa todo o continente americano - inclusive os países do Caribe (a exceção de Cuba) - até chegar a Patagônia (extremo sul, na Argentina).
As negociações para aparar diferenças entre os 34 países avançam e, se não houver surpresa, a partir de janeiro de 2005 as barreiras alfandegárias no bloco vão fazer parte do passado.