Turismo

Culinária exótica

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

Pernambuco é o terceiro pólo gastronômico do Brasil. Da comida caseira ao mais fino prato da culinária mundial, de tudo se encontra na mesa pernambucana. As receitas tradicionais são repassadas de mãe para filha desde a época das sinhazinhas, enquando uma rede de restaurantes de categoria internacional garante a qualidade e variedade dos cardápios.

A culinária pernambucana é uma mistura exótica de temperos únicos. Os pratos principais geralmente são feitos para dar “sustança”, enquanto que nas sobremesas é realizada uma simbiose perfeita de açúcar, coco e mandioca. Buchada de carneiro ou de bode, o sarapatel, o feijão-verde regado à manteiga de garrafa, a macaxeira cozida que desmancha na boca, estão entre essas delícias, assim como o bolo Souza Leão.

Segundo o poeta João Cabral de Melo Neto, “ a doce vida em Pernambuco vem do século passado, desde que o açúcar se fez rei - da economia e da culinária. O povo manteve o hábito português de nunca dispensar um docinho, mas a ele acrescentou as frutas da terra, a rapadura, o melado e o mel”.

Cenários e batalhas

Recife tem cenário privilegiado no Nordeste brasileiro: por dentro, é cortada pelos rios. Por fora, banhada pelo mar. Um mar verde-esmeralda que por força da barreira de arrecifes forma piscinas naturais em sua orla e foi responsável pelo nome da cidade.

Por dentro, cada ponte da cidade (são 39 no total), conta um pouco da história do local que teve um passado de lutas e glórias. A mais antiga é a Maurício de Nassau, que liga os bairros de Santo Antônio ao Recife Antigo. As pontes cruzam mais de 50 canais e vários rios, fazendo com que a cidade também seja chamada de a “Amsterdã brasileira”, numa referência a Johann Mauritius van Nassau-Siegen, isto é, Maurício de Nassau, que mandou construir a primeira.

Depois de manhãs em suas praias ensolaradas, de city tour pelo Recife Antigo, Casa da Cultura e Museu de Cerâmica Francisco e admirar suas pontes, a dica é ir um pouco adiante da cidade para se saber mais de seu passado.

Visite o Parque Histórico Nacional dos Guararapes - município de Jaboatão dos Guararapes -, onde se pode apreciar um importante conjunto arquitetônico. Nesse local, foram travadas duas batalhas contra os holandeses que tentavam invadir o Brasil.

O aeroporto de Recife chama-se Guararapes, numa referência às batalhas.

Recife é pura animação

O ano inteiro há eventos animados no Recife com muita música e descontração. A folia começa com o Carnaval e as bandas do Zé Pereira e O Galo da Madrugada, considerado pelo Guiness Book como o maior bloco do mundo, que desfilam pelo centro da cidade e em Boa Viagem.

Marca registrada do Carnaval pernambucano, o frevo nasceu no Recife. Musicalmente, originou-se do repertório das bandas militares na segunda metade do século XIX, misturando-se aos ritmos do maxixe, da modinha, da polca, do tango, da quadrilha e do pastoril.

Com o tempo, o frevo ganhou características próprias, sendo acompanhado por uma dança de passos rápidos e acrobáticos, gerando alguns movimentos característicos como a tesoura, dobradiça, ferrolho, abanando e pernada.

Em junho, Recife é todo forró, com o ritmo nordestino tomando conta da festa. Sanfoneiros, artistas populares, bacamarteiros, fogos, comidas e bebidas da época fazem a festa.

Em setembro é a abertura do verão no litoral pernambucano, com muita música rolando na orla e, em outubro, acontece o Recifolia, o carnaval fora de época.

E nesse clima de festa chega-se ao final do ano, ao ciclo do Natal, com seus pastoris, lapinhas e festas de confraternizações.

Metrópole atuante

O Recife não é feito só de rios e pontes, mar, arte e cultura. A cidade também possui o maior centro administrativo de compras, de educação, saúde e serviços do Nordeste. Tem um dos mais modernos shoppings centers do mundo, perto da praia e dos hotéis, um centro de convenções onde acontecem eventos nacionais e internacionais e o segundo maior pólo médico do Brasil e tecnologia de ponta no pólo de informática.

Alegria, alegria

Dizem que Maurício de Nassau foi o responsável pela alegria contagiante que existe em Recife. O conde, ou príncipe, como queiram, trouxe na bagagem uma fábrica de cerveja desmontada para animar a festa tupiniquim.

A farra holandesa era freqüente e acabou tendo continuidade mesmo depois da expulsão dos holandeses, com os recifensess preservando os costumes num cenário veneziano. Por conta disso, Recife vive em alto astral, o que se nota inclusive nos orelhões espalhados por toda a cidade: eles imitam as sombrinhas coloridas do frevo, um eterno convite para o desfrute.

Recife tem sua nota de encanto. Quem atravessar suas pontes, quem se detiver em acompanhar sua modernização, ainda com a salvaguarda de árvores e até de pássaros, entenderá essa bela cidade

• Serviço

* A melhor opção de hospedagem em Recife é nos hotéis do Grupo Pontes: Mar Hotel e Atlante. e-mail: marhotel@marhotel.com.br

* A TAM tem vôos diários para a capital pernambucana. Informações e reservas pelo 0300-123-1000 ou em Bauru pelo 224-2655.

Comentários

Comentários