Polícia

Caso será investigado

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O comando da Polícia Militar (PM) deverá ser oficiado pela Polícia Civil para que sejam providenciadas cópias dos documentos que legalizariam a atuação dos profissionais acusados de abuso de autoridade. A informação é do titular do 2.º Distrito Policial (DP), Antônio Carlos Piccino.

“Se existir suspeita de prática de abuso de autoridade, instaura-se um inqué-rito para apurar o fato”, explica.

Ele afirma que a ação da PM não era de conhecimento do 3.º DP, responsável pela área em que o o crime que vitimou a dentista aconteceu, nem do 2.º DP, que abrange o Núcleo Mary Dota, onde a operação aconteceu, nem da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG/Garra), que está investigando o caso.

“Foi uma ação totalmente independente da polícia”, reforça Piccino.

O delegado confirma que foi registrado um boletim de ocorrência na noite de anteontem, no Plantão Policial, sobre a tentativa de reconhecimento de Cristiano Ferreira Soares e Adilson José dos Santos, cujo resultado foi negativo. Os rapazes foram liberados.

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O tenente Alessandro Rosseto da Silva, comandante da Base Leste da PM, afirma que estava presente durante a operação da PM, da qual participaram policiais do Pelotão Leste e do Tático 4.

Ele explica que, no hospital, a vítima reconheceu a foto de Cristiano Ferreira Soares como o autor dos disparos de arma de fogo. A foto estava arquivada porque o rapaz teria passagem pela polícia, as quais não foram especificadas.

Quatro viaturas, num total de 13 policiais, teriam atuado na operação, que localizou os dois rapazes. “Eu não tinha autorização judicial e eu não entrei na casa. Também não presenciei ninguém entrando na casa dele”, reforça o tenente.

Rosseto afirma que Soares foi algemado porque apresentou resistência a entrar na viatura policial. “A intenção é deter os suspeitos. Acredito que os policiais não tenham feito essas coisas. Se for concretizado o abuso, haverá punição”, salienta.

O tenente Hudson Covolan, comandante do Tático 4, expõe que estão sendo procurados os autores do crime e que isso não justifica abuso de autoridade. “Eu não estava lá, mas não acredito que os policiais tenham feito isso”, diz.

Ele também reforça que o suposto abuso deverá ser apurado. “Assim que tomarmos conhecimento oficial, vamos instaurar investigação para apurar”, garante Covolan.

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