Existem pessoas que reclamam de maus programas de televisão e/ou de rádio e a elas eu respondo que é muito fácil livrarem-se deles, é só desligar o aparelho que os transmite e ter paciência de se lembrar de que mesmo que a gente não goste, pode haver alguém que goste. Mesmo carros de sons, inevitáveis quando se anda pelas ruas de Bauru ultimamente, dá para agüentar, porque eles passam, não ficam parados. Tagarelice chata também pode ser evitada com a gente simplesmente saindo de perto, com uma boa desculpa. Agora, o que não dá mesmo, por mais que a gente queira ser paciente e tolerante, é quando a gente tem de ir a algum lugar, não dirige mais automóvel nem tem condições e/ou gosto de ir de motocicleta, e precisa tomar ônibus. Aí, não tem jeito, é agüentar qualquer porcaria sonora que nos seja impingida por quem quer que seja responsável pela emissão de som no veículo coletivo. Ouvi dizer que há ou havia, pois não sei se ainda está em vigência, uma lei que proibia barulho de aparelho ligado em veículo coletivo. É preciso que aqueles que decidem e/ou escolhem o tipo de barulho imposto aos usuários do coletivo, que eles não têm escolha; muitas vezes são pessoas de idade, que já não dirigem mais e são obrigadas a tomar ônibus e já viveram o bastante para ter uma certa cultura e um gosto musical melhor desenvolvido ao longo da vida. Para essas pessoas, o preferível seria mesmo o silêncio, que não incomoda ninguém e nem mesmo atrapalha o motorista. (Isolina Bresolin Vianna - RG: 3.027.947)
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