Os três acidentes aéreos ocorridos na semana passada trazem grande inquietação à sociedade uma vez que as primeiras informações sobre as possíveis causas revelam ocorrências de falha mecânica. Consta que, nos últimos quatro anos, oito acidentes aconteceram e os registros mencionam sempre a falha mecânica e de natureza diversa. Não somente as empresas, mas também as autoridades que controlam esse setor devem uma explicação convincente à população e não somente um controle rigoroso dessa atividade. Falamos isso, porque aqui em Bauru já registramos queda de aeronave que não trouxe maiores conseqüências dada a grande habilidade dos profissionais que a pilotavam. Também em São Paulo tal situação aconteceu e a preocupação sobre a possibilidade de acidentes remete também para o público não usuário do transporte aéreo. No início da década de 70, tive a oportunidade de participar de uma palestra do Comandante Rolim no Rotary Club de Araraquara, quando ele proferiu uma frase lapidar dizendo: “avião não cai; avião é derrubadoâ€! Já naquela época ele queria dizer que o avião é um dos meios de transporte mais seguro que existe e as falhas mecânicas acontecem quando as manutenções rotineiras deixam a desejar ou quando o elemento humano trabalha em condições estressantes e por essa razão pode cometer falhas alheias à sua vontade. A própria morte do Comandante Rolim, tempos atrás, pode esclarecer as causas a que nos referimos. A nós cidadãos comuns fica difícil aceitar que a cada ocorrência de acidentes dessa natureza é motivada ora por um componente, ora por outro fazendo-nos crer que uma aeronave possui múltiplos pontos vitais que por uma razão mínima deixam de funcionar e que voar é um risco de vida sem precedentes. Com a palavra, as empresas de transporte aéreo e as autoridades e instituições do setor para esclarecimento público. (Antonio Carlos Pinto de Arruda - RG. 3.545.432)
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