Sabe a sensação de chegar depois que a festa acabou? Todos comentando, recordando um momento especial... E você perdeu. Foi assim que me senti no último dia 2/9, quando da morte do prof. Hélcio Puppo Ribeiro. Durante a semana, os depoimentos e homenagens, que culminaram com a linda homenagem da Rádio Unesp FM, através da sensibilidade do Waldir Lopes de Figueiredo. Eu, que não conheci o prof. Hélcio por estar há pouco tempo morando em Bauru, chorei ouvindo o programa, chorei por tudo o que perdi. Foi uma perda irreparável também para quem não teve o privilégio de conhecê-lo. É fácil notar quanto a música faz parte do cotidiano bauruense, bons músicos, cantores, corais, orquestra, banda escolar, mesmo o restaurante “Do Outro Ladoâ€, onde almoço, tem música ao vivo e muito boa. Tudo isso não acontece por acaso, é formação. Descobri um traço comum nos bauruenses: em toda família ao menos um membro passou pelo Clube do prof. Hélcio. Eis aí a chave do segredo, ele foi um admirável educador. Filha de radialista, apaixonada por rádio, creio que também aí podemos notar a influência do professor ao ouvir os excelentes programas “A Música no Tempoâ€, “Clássicos Unesp†e “Jazz entre Outrosâ€, e gente que ama a música como Waldir Lopes Figueiredo, Val Santos e João Dez e Meia. Que a chama jamais se apague e que este homem admirável jamais seja esquecido. (Arlete Guimarães)
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