Tribuna do Leitor

Ao mestre com carinho


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Li a “Crônica do leitor” na página 3 do Bauru Ilustrado, suplemento do Jornal da Cidade, do respeitável mestre Rodolpho Pereira Lima e do brilhante editor Luciano Dias Pires. Parabéns. Prezado mestre, minha mãe foi professora e a sua trajetória profissional foi igual: morar em casa de madeira geminada, muitas baratas, enfiar o pé na lama para ajudar a desatolar a jardineira etc.

Hoje temos estradas asfaltadas, ônibus modernos, escolas de alvenaria, merenda para as crianças, algumas escolas têm computadores e até vídeo e TV. Parece que melhorou. Mas não melhorou em nada. Houve apenas um progresso material. Por quê?

Porque o professor, além de ser professor, tem que ser verdadeiro herói, obrigado a enfrentar grandes desafios.

O principal desafio é o salário inadequado para quem prepara os nossos homens de amanhã. O futuro da Nação estará nas mãos deles. Classes numerosas dificultam o trabalho. Drogas, crimes, promiscuidade perturbam o trabalho do professor e, principalmente, a disciplina. Essa remuneração miserável que é paga ao professor, lamentavelmente ocorre no mundo inteiro, até nos Estados Unidos, exceção feita no Japão, onde ser professor é considerada uma atividade nobre e ele é respeitado e bem remunerado.

Caro mestre. Em seu julgamento Jesus disse: “Tenho falado publicamente ao mundo. Sempre ensinei na Sinagoga e no Templo.” Ele foi o melhor de todos os professores, o maior de todos os mestres e ninguém ousou estender-lhe a proteção da toga e o dever ausentou-se da consciência dos magistrados da época. A profissão de Jesus era a de professor, mestre, ele ensinava ao mundo, a melhor de todas, a sua. Receba meu respeitoso e cordial abraço extensivo a todos os professores. (Blasco Peres Rego - OAB 17.461)

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