Regional

Facão era usado para intimidar vítimas

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Ainda ontem de manhã, o servente de pedreiro Marcos Antonio Farcetti, 23 anos, foi detido depois de ser acusado de extorquir uma farmácia e uma loja na cidade. Segundo a polícia, para intimidar as vítimas e obrigá-las a entregar o dinheiro ele as ameaçava com um facão.

De acordo com a Primeira Companhia da Polícia Militar (PM) de Jaú, responsável pelo policiamento preventivo da cidade, Farcetti foi detido por volta das 8h30.

Momentos antes ele teria levado R$ 25,00 em dinheiro de uma loja de roupas e em seguida mais R$ 40,00 também em dinheiro de uma farmácia.

Segundo a polícia, ele ameaçava as vítimas utilizando-se de um facão com aproximadamente 60 centímetros de lâmina. Na farmácia, a presença do rapaz foi gravada pelo circuito interno de vídeo e as imagens foram passadas para a polícia.

Ao ser detido, segundo a polícia, o rapaz admitiu os dois crimes de ontem. Há suspeitas de que outras ocorrências em datas anteriores, também contra uma farmácia e uma loja tenham sido praticadas por ele. Mas isso ainda está sendo investigado.

De acordo com a PM, no momento da abordagem, efetuada pelo cabo PM Pires e soldado PM Roberto, o então suspeito já havia trocado de roupas e caminhava a pé pelas ruas da cidade.

De acordo com a PM, as características descritas pelas vítimas e a filmagem realizada pelo sistema de vídeo da farmácia propiciaram uma ação rápida e eficaz do policiamento preventivo.

Esconderijo

Depois de atacar os dois estabelecimentos ontem de manhã, o rapaz contou que havia escondido o facão e uma outra arma, tipo canivete, num bueiro. As duas armas foram localizadas e apreendidas. O facão seria o mesmo que aparece no vídeo da farmácia.

No 1.º Distrito Policial, para onde foi levado, Farcetti foi autuado sob acusação de extorsão que prevê, em caso de condenação, pena que varia de quatro a dez anos de reclusão.

Da forma como foi praticada, a ocorrência não pode ser considerada roubo, explica o delegado Wanderley Vendramini, uma vez que apesar da arma e da ameaça, o acusado não retirou o dinheiro do caixa e sim o funcionário que estava sendo ameaçado. O roubo, cuja pena é semelhante, se configuraria se o rapaz tivesse retirado o dinheiro com as próprias mãos.

Ao depor, disse o delegado, o acusado alegou que passava por dificuldades financeiras. Após o registro da ocorrência ele foi encaminhado para a cadeia onde aguarda decisão da Justiça.

Essa ocorrência ocorria quase que simultaneamente a outra onde o empresário José Diogo Serra Oliva foi ferido a tiros. A polícia praticamente descarta qualquer relação entre os dois fatos.

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