Agudos - A Polícia Civil chegou ontem ao acusado de deixar um artefato semelhante a uma bomba no banheiro feminino da escola “João Batista Ribeiro†na cidade de Agudos, no último dia 10. Durante depoimento na delegacia, o estudante Carlos André Pimentel, 22 anos, disse que tudo era apenas uma brincadeira. Ele responderá ao inquérito em liberdade.
O estudante é aluno da escola, na primeira série do ensino médio, no período da manhã. De acordo com a polícia, em conversas com colegas, o rapaz teria comentado a brincadeira. E foi através da propagação desses comentários que a polícia chegou ao acusado, segundo o delegado Paulo Calil.
Ao saber dos boatos, a polícia foi até a escola ontem de manhã. Levado à delegacia, segundo Calil, o rapaz confessou a prática do delito. Ele vai responder por provocação de alarma, de acordo com o que estabelece o artigo 41 da lei 3.688/41. O delegado não divulgou a pena para esse tipo de delito.
A diretora da escola Thelma Travaini não foi localizada ontem para comentar o fato. Na delegacia, segundo Calil, o rapaz teria demonstrado interesse em estudar em outra escola.
O encontro do artefato, um dia antes do fatídico 11 de setembro, fez com que o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) se deslocasse de São Paulo até Agudos para desarmar suposto explosivo. Ao checar o material, os policiais constataram que tudo não passava de uma imitação de bomba.
A ameaça de explosão que assustou toda escola começou por volta das 7h20 com um telefonema anônimo avisando a diretoria que havia uma bomba no estabelecimento de ensino. Outro telefonema em seguida, confirmou a presença do objeto suspeito e pediu cuidado com os anexos.
A diretoria da escola passou a procurar pela bomba e pediu para que os alunos e professores que ocupavam os dois anexos da escolas, desocupassem o local.
Duas horas mais tarde, duas alunas encontraram o artefato no banheiro feminino. A Polícia Militar local foi acionada e as aulas suspensas. A PM achou por bem acionar o Gate.