O médico infectologista Marcelo Pesce Gomes da Costa salienta que exemplos dessa relação entre emoções e doenças são situações rotineiras nos consultórios médicos. No entanto, observá-los ou não vai depender da cultura e formação de cada profissional.
“O cientificismo que passou a negar qualquer teoria que não pudesse ser provada acabou excluindo a observação das avaliações médicas. Então, se a cultura do profissional é muito arraigada no conhecimento alopático, ele vai procurar soluções dentro daquele conceitoâ€, observa.
Felizmente, segundo ele, o brasileiro é um povo muito místico, que acredita e valoriza conceitos de equilíbrio e energia. Tanto que o Brasil considera a homeopatia e a acupuntura como especialidades médicas, oferecidas, inclusive, pela saúde pública.
â€œÉ comum, por exemplo, um pediatra sugerir que a mãe procure um homeopata para tratar a bronquite de seu filho. Em outros países isso é impensávelâ€, afirma.
Para ele, as pesquisas da psiconeuroendocrinoimunologia estão apenas confirmando o que muitos profissionais já defendem há anos. Ele cita, por exemplo, um trabalho que mostrou que atores apresentam alterações em seu sistema imunológico conforme a personalidade do personagem que interpretam.
O médico afirma ter convicção dessa influência e que usa boa parte do tempo de consulta orientando seus pacientes a mudar hábitos rotineiros, como trocar a televisão por passeios no parque e atividades físicas.
“Nos processos alérgicos, essa influência é muito marcante. A pessoa emocionalmente abalada desenvolve urticária, bronquite, asma, rinite. É comum o paciente estar bem e ter uma crise porque percebeu que não está com a bombinhaâ€, ressalta.