Um grupo de 22 capitães da Polícia Militar de São Paulo, dois do Paraná e um da Bahia visitou Bauru ontem para conhecer como funciona a polícia comunitária na cidade. Implantada há quatro anos em Bauru, a filosofia visa uma parceria entre comunidade e polícia para, assim, melhorar a segurança pública.
Os capitães estão fazendo um curso de aperfeiçoamento de oficiais, em São Paulo, que os habilitará para a promoção a major. Polícia comunitária é uma das disciplinas do curso e é ministrada pelo capitão Manoel Messias Mello, comandante da 7.ª Cia em Bauru e um dos responsáveis pelo avanço da nova filosofia de policiamento na cidade.
Pela manhã, conta Messias, os capitães tiveram aula teórica sobre polícia comunitária. Em seguida, visitaram a Base Comunitária Sudeste, a mais nova da cidade. “Lá eles conheceram a dinâmica de uma base comunitária e o trabalho de alfabetização de jovens e adultos feito pelo sargento Minhano no Ferradura Mirimâ€, conta.
Além da população, em Bauru a polícia comunitária já envolve universidades, outros órgãos públicos e até a iniciativa privada, lembra Messias. “Com todas as esferas comprometidas na segurança pública e um trabalho de prevenção em várias áreas, a repressão diminuiâ€, frisa.
À tarde, dando continuidade ao programa, os 25 oficiais foram à escola Ayrton Busch, no Parque Jaraguá, para conhecer o projeto Jovens Contra o Crime (JCC). O programa atinge 180 dos 1.500 alunos da escola e tem como objetivo evitar que eles envolvam-se em violência e afastá-los das drogas, conta o soldado Raéder Adilson da Silva, que coordena o grupo.
Os alunos apresentaram número de street dance aos oficiais, mostrando que é possível unir manifestações artísticas típicas de rua e disciplina e empenho nos estudos. “O JCC canaliza a energia dos alunos para atividades positivas, para evitar a violência, as drogas e evasão escolarâ€, afirma Raéder.
A diretora da escola, Teresa Regina Escareli Ferreira, atesta que o desempenho dos alunos melhorou após a implantação do JCC. “Pedagogicamente está sendo muito bom. O rendimento dos alunos melhorouâ€, diz. Em Bauru 11 escolas já implantaram o projeto.
Ainda na escola Ayrton Busch, os oficiais conheceram o Programa de Educação e Resistência às Drogras (Proerd) e o Projeto Comunitário Mirim, atividades da polícia comunitária desenvolvidas na área leste da cidade.