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Buscando a modernidade


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Notas e comentários estão dando conta de que o Governo Federal revela-se propenso a investir grosso na alfabetização de adultos e, em pé de igualdade, na alta voltagem dos adolescentes. Verbas bem alentadas, provavelmente as maiores até hoje consignadas pelos cofres oficiais para tentar erradicar o analfabetismo em todo o País, vêm sendo preparadas com a finalidade específica de cobrir o alto custo da empreitada, que tem tudo para passar à história como realmente patriótica, além de profundamente social.

Desta feita será para valer, asseguram fontes bem aprofundadas do Ministério da Educação, lembrando que até agora as tentativas levadas à concretização com referido objetivo deixaram de ter o condão de produzir nem 50% dos resultados colimados, não obstante o entusiasmo e o empenho de seus executores, como as cúpulas das escolas de 1.º Grau, principalmente, as quais, na verdade, a elas se lançaram com ardor extraordinário, mas não tiveram a ventura de ver correspondidos os seus esforços, haja vista que os quase seis milhões de alunos, de idades diversas, que sáem dos bancos escolares após anos de estudos, o fazem sem saber ler e escrever, não conseguindo, consequentemente, aninhar-se em alguma forma de emprego profissional, o que acontece, também, com a gama de adultos totalmente analfabetos que as estatísticas somam e os letrados lamentam.

Agora, então, é “prá valer”? Muito bem! Torça-se para que o seja mesmo, desejando-se que a nova arrancada não venha a encontrar obstáculos como os que bateram fortemente nos costados dos anteriores e os atiraram por terra, tornando-se penosamente inócuas, inofensivas à problemática.

Empenha-se a opinião pública para que esta arremetida seja mesmo encaminhada com inteligência, coragem e desapego aos ônus que ela possa acarretar aos poderes públicos, pois não podem os dirigentes federais, assim como os estaduais e municipais receptores de verbas para o fim, esquecerem de que a conquista da modernidade, sonhada por todos deste País, passa obrigatoriamente pela alfabetização de toda a comunidade nacional e não apenas por partículas dela, que quase nada significam. Considerando-se que civilização é progresso, aplique-se tudo que se possa para ensinar a ler e escrever aos que não o saibam. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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