Agudos - Para o gerente administrativo da Associação Hospitalar de Agudos, Alberto Alves Lima, o próprio nome do Pronto-Socorro (PS) diz qual é sua função principal. Denominado Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), o PS atendeu no mês passado 5,2 mil pacientes. Desse total, apenas 60 pessoas necessitaram de internação, segundo informou Lima.
Na opinião dele, isso mostra que está havendo um desvirtuamento da finalidade do PS, em Agudos. “Mesmo assim, procuramos atender todo mundo. Não vamos deixar de prestar socorro por causa dissoâ€, afirmou o gerente.
Segundo ele, mais de 60% dos pacientes deveriam procurar um posto de saúde para ser atendido e não o PS.
Lima informou ainda que, em razão da forte demanda, é difícil contratar médicos para atendimento ambulatorial no PS. “Em caso de emergência é fácil conseguir um médico. Mas para o trabalho de ambulatório, eles não aparecem. É difícil fazer um bom trabalho com tanta gente para ser atendidaâ€, disse Lima.
Segundo ele, além da população local, o PS atende também pacientes de cidades vizinhas, como Borebi e Bauru.
Todo mês, a Associação Hospitalar de Agudos recebe da prefeitura R$ 61 mil para manter dois médicos plantonistas, em tempo integral no PS.