A comunidade São Francisco de Assis do Jardim Progresso iniciou ontem as festividades em homenagem ao padroeiro. Hoje, a partir das 19h, terá seqüência o tríduo de orações na igreja (rua Edith Meira Ribeiro, 1-31), que começou ontem e se encerrará amanhã.
Rubens Roberto Rodrigues de Souza, Márcio Aparecido Jacomini e Gerson Benvinutti de Castro, coordenadores dos eventos festivos, informam que a partir de amanhã até sábado será realizada uma quermesse com início às 19h.
Na sexta-feira, às 9h, inicia-se uma exposição de artesanato. À tarde, às 17h, está agendada a bênção dos animais. No mesmo dia, às 20h, será realizada missa em louvor ao santo.
O santo
São Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, na Itália, em 1181. Filho de um rico comerciante de tecidos, Francisco Bernardone, nome de batismo, tirou todos os proveitos de sua condição social vivendo entre os amigos boêmios.
Tentou, como o pai, seguir a carreira de comerciante, mas foi em vão. Sonhou então, com as honras militares. Aos 20 anos, alistou-se no exército de Gualtieri de Brienne que combatia pelo papa, mas em Spoleto teve um sonho revelador.
Foi convidado a trabalhar para “o patrão e não para o servoâ€. Suas revelações não parariam por aí. Em Assis, o santo dedicou-se ao serviço de doentes e pobres. Um dia do outono de 1205, enquanto rezava na igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer: “Francisco, restaure minha casa decadenteâ€.
O chamado ainda pouco claro para São Francisco foi tomado no sentido literal, e o santo vendeu as mercadorias da loja do pai para restaurar a igrejinha. Como resultado, o pai de São Francisco, indignado com o ocorrido, deserdou-o.
Com a renúncia definitiva aos bens materiais paternos, São Francisco deu início à sua vida religiosa, “unindo-se à Irmã Pobrezaâ€. Fundou a Ordem dos Frades Menores, que em poucos anos se transformou numa das maiores da cristandade.
Fundou, com Clara de Assis, o ramo feminino da mesma ordem. Para os leigos que viviam no mundo, mas desejavam ser fiéis ao espírito de pobreza e participar das graças e privilégios da espiritualidade franciscana, fundou a ordem terceira.
A devoção a Deus não se resumiria em sacrifícios, mas também em dores e chagas. Enquanto pregava no Monte Alverne, nos Apeninos, em 1224, apareceram-lhe no corpo as cinco chagas de Cristo, no fenômeno denominado estigmatização.
Os estigmas não só lhe apareceram no corpo, como foram sua grande fonte de fraqueza física e, dois anos após o fenômeno, São Francisco de Assis morreu.
O amor de Francisco tem um sentido profundamente universalista. Ninguém como ele imanou-se tanto com todo o universo: foi irmão do sol, da água, das estrelas, das aves e dos animais.
O “Cântico ao Solâ€, em que proclama seu amor a tudo que existe, é uma das mais lindas páginas da poesia cristã. Canonizado em 1228 por Gregório IX, sua festa é celebrada anualmente em 4 de outubro.