O Departamento Jurídico do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) vai representar a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) ao Ministério Público (MP) do Trabalho.
A informação é de Sônia Carvalho, diretora da entidade sindical. Segundo ela, os coletores de lixo estão enfrentando dificuldades no dia-a-dia para exercer suas funções.
“Muitos caminhões estão parados por sucateamento e outros para fazer manutençãoâ€, denuncia. A sindicalista não sabe dizer o número dos veículos que estariam encostados na garagem da Emdurb.
Carvalho afirma que os lixeiros estão reclamando que uma parte dos caminhões circula à noite pelas ruas da cidade com faróis queimados. “Quando esses veículos quebram durante a coleta, os lixeiros ficam esperando horas pelo socorroâ€, reclama.
A diretora do Sinserm diz, ainda, que os estribos nos quais os coletores se apóiam nos caminhões estão defeituosos. “Alguns servidores até já cortaram a perna. Outros foram atropelados.â€
Carvalho aponta outra irregularidade: os veículos estão circulando com três coletores aos invés de quatro. “Isso está sobrecarregando os demais, principalmente nas segundas e terças-feiras, quando o lixo de final de semana se acumula e o trabalho é maiorâ€, explica.
A sindicalista acha que os membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da Emdurb deveriam se posicionar sobre o assunto. “Estamos tentando, há semanas, agendar uma reunião com a diretoria da Emdurb para tratarmos do problema e não conseguimosâ€, critica.
Para a diretora do Sinserm, a atual situação da coleta de lixo pode apontar indícios de um provável processo de terceirização do setor.
O diretor administrativo da Emdurb, Roberto Bil Barbosa, garante que as denúncias do Sinserm não procedem. Segundo ele, o setor de coleta de lixo está funcionando normalmente e sem problemas.
“Dos 22 caminhões, apenas um está parado, cujo motor está na retífica. Outros dois ficam na reserva para eventuais substituiçõesâ€, explica.
Bil diz que não há a menor possibilidade dos veículos circularem pela cidade à noite com iluminação precária. “Se isso ocorrer, a polícia apreende o caminhãoâ€.
O diretor também afirma que não há legislação que obrigue a empresa a colocar quatro coletores por caminhão. “Os veículos vão para as ruas com no mínimo três. Quando isso ocorre é porque um funcionário faltou ao trabalho.â€
Bil conta, ainda, que os caminhões estão dotados de giroflex e equipados com aparelhos de rádio para comunicação de eventuais problemas no trajeto da coleta.
“Não temos nada para conversar com o sindicato. O canal de comunicação da prefeitura com o Sinserm ocorre via Secretaria Municipal de Administraçãoâ€, afirma.