Política

Sinserm prepara denúncia ao MP

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O Departamento Jurídico do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) vai representar a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) ao Ministério Público (MP) do Trabalho.

A informação é de Sônia Carvalho, diretora da entidade sindical. Segundo ela, os coletores de lixo estão enfrentando dificuldades no dia-a-dia para exercer suas funções.

“Muitos caminhões estão parados por sucateamento e outros para fazer manutenção”, denuncia. A sindicalista não sabe dizer o número dos veículos que estariam encostados na garagem da Emdurb.

Carvalho afirma que os lixeiros estão reclamando que uma parte dos caminhões circula à noite pelas ruas da cidade com faróis queimados. “Quando esses veículos quebram durante a coleta, os lixeiros ficam esperando horas pelo socorro”, reclama.

A diretora do Sinserm diz, ainda, que os estribos nos quais os coletores se apóiam nos caminhões estão defeituosos. “Alguns servidores até já cortaram a perna. Outros foram atropelados.”

Carvalho aponta outra irregularidade: os veículos estão circulando com três coletores aos invés de quatro. “Isso está sobrecarregando os demais, principalmente nas segundas e terças-feiras, quando o lixo de final de semana se acumula e o trabalho é maior”, explica.

A sindicalista acha que os membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da Emdurb deveriam se posicionar sobre o assunto. “Estamos tentando, há semanas, agendar uma reunião com a diretoria da Emdurb para tratarmos do problema e não conseguimos”, critica.

Para a diretora do Sinserm, a atual situação da coleta de lixo pode apontar indícios de um provável processo de terceirização do setor.

O diretor administrativo da Emdurb, Roberto Bil Barbosa, garante que as denúncias do Sinserm não procedem. Segundo ele, o setor de coleta de lixo está funcionando normalmente e sem problemas.

“Dos 22 caminhões, apenas um está parado, cujo motor está na retífica. Outros dois ficam na reserva para eventuais substituições”, explica.

Bil diz que não há a menor possibilidade dos veículos circularem pela cidade à noite com iluminação precária. “Se isso ocorrer, a polícia apreende o caminhão”.

O diretor também afirma que não há legislação que obrigue a empresa a colocar quatro coletores por caminhão. “Os veículos vão para as ruas com no mínimo três. Quando isso ocorre é porque um funcionário faltou ao trabalho.”

Bil conta, ainda, que os caminhões estão dotados de giroflex e equipados com aparelhos de rádio para comunicação de eventuais problemas no trajeto da coleta.

“Não temos nada para conversar com o sindicato. O canal de comunicação da prefeitura com o Sinserm ocorre via Secretaria Municipal de Administração”, afirma.

Comentários

Comentários