Os resultados obtidos em Bauru foram considerados bons pelo secretário nacional de Gestão de Investimento em Saúde, Gabriel Ferrato. Ele afirma que o Estado de São Paulo teve um resultado parcial de 18% da população cadastrada. Acre teve 10% de resultado, enquanto Tocantins e Sergipe conseguiram cadastrar 48% da população total.
Para o secretário, falta esclarecimento da população. “Não é ruim (o resultado parcial de Bauru). É um bom númeroâ€, avalia. “Há lugares em que há maior dificuldade e outros lugares em que há uma atuação de maior esclarecimento da população e isso é facilitadoâ€, diz.
Nas cidades em que funciona o Programa de Saúde da Família, a integração que existe da população com o serviço de saúde facilita o trabalho de cadastramento, segundo Ferrato.
A previsão é que até 2003 estejam concluídas as fases de cadastramento e distribuição dos cartões no País. Até o final deste ano, o Ministério da Saúde espera ter 60 milhões de pessoas cadastradas.
A etapa posterior é instalar o sistema do cartão - processo mais demorado, já que exige mudanças importantes nas secretarias, no funcionamento das unidades e requer recursos humanos capacitados e fixos para operar o sistema. Para essa fase não há previsão de conclusão. “Dependemos totalmente dos prefeitos para executar issoâ€, diz Ferrato.
O Ministério da Saúde pretende adquirir equipamentos para informatizar as unidades de saúde através do Fundo Nacional dos Serviços de Telecomunicações (Fust). “Com alguns critérios, nós vamos trabalhar para que as unidades de saúde e os municípios tenham acesso a esses equipamentos para poder instalar definitivamente o cartãoâ€, expõe o secretário.
Ele espera que a partir do ano que vem parte dos equipamentos seja distribuída. “Quem cadastrou mais, quem tem melhores recursos humanos para tocar isso, vai poder receber isso mais rapidamenteâ€, afirma.
O secretário destaca que o Cartão SUS trará aos munícipes facilidade de acesso às unidades de saúde. “Se a pessoa se apresentar com o cartão, vai ficar muito fácil ela ser atendida e mais rapidamenteâ€, enfatiza.
As informações geradas pela utilização do cartão vão proporcionar ao gestor local o planejamento facilitado das ações e a identificação dos principais problemas. “Quando estiver plenamente implantado, o sistema vai ser melhor, do ponto de vista da organização e do atendimento às pessoasâ€, explica Ferrato.
Mesmo antes da implantação dos computadores, com os cartões será possível ao município ter acesso a um banco de dados que facilitará o serviço.
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Pilotos
O Cartão SUS está sendo avaliado num projeto piloto que está sendo implantado em 44 municípios do Brasil. A experiência está apontando ao Ministério da Saúde quais são as principais dificuldades do sistema e o que é possível fazer.
Os pilotos estarão plenamente concluídos até a metade do ano que vem. “Nós já estamos aprendendo como deveremos trabalhar a expansão do sistemaâ€, diz o secretário nacional de gestão de investimentos em saúde, Gabriel Ferrato.
O projeto está funcionando em cidades como São José dos Campos (SP), Recife (PE), Aracajú (SE), Volta Redonda (RJ) e Curitiba, Adrianópolis e Campo Largo (PR).