Polícia

Mulheres e adolescentes são flagradas pela PM com crack

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

As mulheres comercializando foram filmadas e flagradas pela Polícia Militar no cruzamento das ruas Rio Branco com Ezequiel Ramos, na área central, na madrugada de ontem. Após horas de gravação, os policiais do Tático-4 fizeram a abordagem e conseguiram apreender 52 pedras da droga e R$ 581,80 em dinheiro.

As pedras estavam divididas entre as acusadas. A polícia enquadrou as três mulheres maiores de 18 anos em tráfico de drogas, artigo 12 da Lei 6368/76. Elas foram encaminhadas para a cadeia de Cabrália Paulista.

Foram autuadas em flagrante Laudicéia Regina da Silva, 27 anos, Marlene Lopes, 21 anos, e Fabiana Oliveira, 18 anos. As três adolescentes foram encaminhadas ao Juizado da Infância e Adolescência. Em obediência ao Estatuto da Criança e Adolescente, o JC não divulgou a identidade das menores.

As filmagens foram feitas com muita nitidez graças a um equipamento de última geração usado pela Polícia Militar a uma distância de 150 metros do local.

O comércio de drogas é um recorte da realidade vivida por milhares de brasileiros que, sem oportunidades na área lícita, se envolvem com a criminalidade, um comércio em expansão e lucrativo. As gravações foram feitas das 21h de terça-feira a 1h da madrugada de ontem.

Neste período, as meninas arrecadaram R$ 581,80. A apreensão do dinheiro revelou outra realidade: os usuários praticam pequenos furtos ou pedem esmolas para comprar drogas.

As cenas mostram claramente que as moedas doadas nos semáforos da cidade vão para o tráfico, sustentam o vício e os traficantes. As acusadas alegaram no flagrante que o dinheiro era fruto de programas amorosos. Porém, as cenas mostram que essa atividade era rejeitada pelas meninas.

O juiz da Vara da Infância e Juventude de Bauru, Ubirajara Maintinguer, garantiu que se a gravação foi feita em via pública não necessitava de autorização judicial e serve como prova.

Ele não quis se manifestar sobre o assunto, assim como o delegado titular da Delegacia de Infância e Juventude (Diju), Adib Jorge Filho. Ambos ainda não tinham recebido a fita e nem o registro da ocorrência que aconteceu durante a madrugada.

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Corpo não absorve o crack

A ingestão da pedra de crack envolta em material plástico não causa overdose, explica o médico Alberto Briani. De acordo com ele, o crack é a pasta cristalizada da cocaína e só reage com a queima.

O médico frisa que o princípio ativo do crack não é absorvido pelo corpo. “O risco de overdose ocorre com a cocaína. A pedra de crack é um cristal que pode passar pelos órgãos do corpo humano sem reagir”, diz.

Misturar uma pequena quantia de crack a um cigarro de maconha é uma nova modalidade de consumo de drogas revelada na gravação. Uma das meninas usou um cigarro de maconha mesclado com crack e passou a dançar na rua.

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