Uma prova que o rio Batalha está apresentando sinais de exaustão é a sua profundidade. Na altura da ponte João Campanelli, atrás do Parque dos Sabiás e abaixo do ponto de captação do Departamento de Água e Esgoto (DAE), a profundidade do rio não ultrapassa 15 centímetros.
Álvaro de Brito, coordenador municipal da Defesa Civil, conta que até o final da década de 60 pescava-se no local. “Esse ponto do rio tinha de dois a dois metros e meio de profundidade. A população pescava bagres e traíras no local. Agora para uma vaca refrescar-se precisa deitar-se de um lado e depois do outroâ€, conta.
Ele ressalta que, atualmente, são raros os pontos do rio com mais de dois metros e meio de profundidade. “O Batalha está assoreado. Essa redução do volume de água é devido à degradação que vem sofrendo. Da nascente até a captação existem mais de 80 erosõesâ€, relata.
Concordando com o ambientalista e vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), que na edição de ontem do JC nos Bairros afirmou que o Batalha precisa ser recuperado, Brito sugere ataque às erosões. â€œÉ preciso acabar com as erosões, desassorear o rio e intensificar o reflorestamento das margens. É um projeto para ser executado em 10 a 30 anosâ€, afirma.