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Rodízio segue por tempo indeterminado

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Pelo quarto ano consecutivo, o nível do rio Batalha caiu na época de estiagem – estava 27 centímetros abaixo do normal na sexta-feira. Retirando menos água do manancial e com o consumo maior devido às altas temperaturas dos últimos dias, o resultado é a torneira seca em vários pontos da cidade. Para tentar amenizar o problema, o DAE adotou rodízio no abastecimento, que continuará por tempo indeterminado.

O objetivo é que, com o rodízio, moradores das regiões mais altas recebam água pelo menos uma vez por dia e possam encher seus reservatórios domiciliares. Mesmo assim, vários bairros têm ficado sem água por mais de 24 horas. É o caso do técnico em telefônica Donizete da Silva, que mora em um prédio no Centro, e na sexta-feira à noite não sabia mais a quem recorrer para conseguir água.

“Estamos sem água desde quinta-feira pela manhã. Ontem (quinta), tomei banho na casa de um parente no Parque Vista Alegre. Hoje à noite (sexta), achei que teria água, mas não tem nem para escovar os dentes. Para beber e cozinhar estou usando água mineral. Mas tenho louça e roupa sujas acumulada, de dias. Não tenho como ir ao banheiro da minha casa porque não tem água para descarga”, relata.

Indignado, ele conta que o síndico do prédio estava pedindo um caminhão-pipa ao DAE desde a quinta-feira. Logo depois de falar com a reportagem, ele retornou a ligação para contar que o caminhão-pipa havia chegado e abastecido o prédio. Na sexta-feira, a autarquia recebeu 150 reclamações de falta de água e 76 pedidos de caminhão-pipa, segundo a assessoria de imprensa.

Desde o início do rodízio, o DAE está trabalhando com quatro caminhões-pipa para abastecer a população. “A prioridade é para creches, escolas, hospitais e órgãos públicos. Mas estamos atendendo moradores através da distribuição de água em baldes e, quando há condições, até enchendo caixas dágua”, afirma Sandra.

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