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Bauru precisa de R$ 20 mi para água

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Bauru precisa investir pelo menos R$ 20 milhões na captação, tratamento e reservação de água, além de preservação ambiental, para não continuar enfrentando rodízio e desabastecimento em épocas de estiagem e alto consumo do produto, como está ocorrendo desde o início do mês.

Essa é a opinião de vários especialistas, ambientalistas e técnicos do Departamento de Água e Esgoto (DAE) consultados pelo JC.

O problema é que o orçamento total do DAE para o próximo ano está estimado em R$ 27 milhões e a autarquia terá que implantar o tratamento de esgoto da cidade até 2004, obra que custará cerca de R$ 57 milhões, ressalta Sandra Faria, assessora de imprensa da autarquia. Mesmo que a tarifa de água seja reajustada, como a autarquia já solicitou ao prefeito Nilson Costa (PPS), o orçamento não deve ser suficiente.

Para o próximo ano, o DAE priorizou a construção de três novos reservatórios no valor de R$ 500 mil cada um, perfuração de dois poços (R$ 1 milhão cada um) e a reforma da Estação de Tratamento de Água (ETA) do rio Batalha, explica Nucimar Borro Paes, diretora da Divisão de Planejamento do DAE. A reforma total, que há anos era para ter sido feita, custará R$ 6 milhões. Sem dinheiro em caixa, a proposta é fazer uma reforma parcial, afirma.

Mas mesmo a reforma parcial, a construção dos novos reservatórios e a perfuração dos três poços dependem de aumento de receita, explica Nucimar. Apesar de há quase três anos estar estudando o ribeirão da Água Parada, um rio que poderá abastecer Bauru no futuro, por enquanto o DAE não tem previsão de iniciar obras para captar água do manancial. A estimativa é que para retirar, tratar e trazer a água a Bauru seria preciso investir R$ 10 milhões.

O ribeirão da Água Parada, que passa na altura do distrito de Tibiriçá (a 15 quilômetros de Bauru) está sendo estudado pelo DAE há quase três anos. Segundo Sandra, as avaliações feitas até agora mostram que a água é de boa qualidade. “Os estudos são demorados porque é preciso analisar o rio em todas as épocas do ano e por vários anos seguidos. É um investimento muito alto e por isso só pode ser feito após a comprovação de que o rio vai agüentar o abastecimento por muitos anos e a água seja de qualidade”, explica.

A bacia do Água Parada, segundo o DAE, é três vezes maior que a do rio Batalha, o que justificaria a escolha do manancial. Mas o vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), que defende a recuperação do Batalha, alerta que o Água Parada também está sofrendo degradação ambiental e recebe esgoto de bairros na região norte de Bauru.

“O Água Parada recebe esgoto da região do Núcleo Gasparini e das penitenciárias 1 e 2, através do córrego Pau dAlho, que é um afluente. Para captar água desse rio primeiro é preciso resolver o problema do esgoto, do assoreamento, que já está começando, e de preservação das matas nas margens”, afirma.

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