Grande parte dos desmatamentos da região de Bauru são realizados por proprietários que pretendem aumentar a área de pasto ou por pequenos agricultores. A informação é do tenente Nilson Fidélis da Silva, comandante do 1.º Pelotão de Polícia Ambiental, sediado em Bauru e responsável pela fiscalização de 39 municípios.
“Eles podem estar arrancando para aumentar o pasto. Além disso, os pequenos desmatamentos muitas vezes são provocados por pequenos agricultoresâ€, expõe Silva.
Na opinião do sargento Anézio Camargo da Silveira, da Polícia Ambiental, é grande a quantidade de pequenos desmatamentos. Ou seja, não é comum na região haver devastação de grandes áreas. “Aqui, é impossível hoje alguém desmatar cinco hectares e passar despercebidoâ€, afirma.
O tenente Silva afirma que, nos últimos meses, não foram localizados desmatamentos ilegais. Muitas das áreas fiscalizadas após o levantamento feito pelo Instituto Ambiental Vidágua já haviam sido autuadas por irregularidades. Outras haviam sido autorizadas pelo Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais (DEPRN), ligado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
Silva salienta que o trabalho da Polícia Ambiental nesses casos consiste em orientar e promover educação ambiental, como medidas preventivas, além de fazer vistorias e autuar os casos de crime ambiental.
Neste ano, até o mês de setembro, a Polícia Ambiental realizou na sua região de abrangência (39 municípios) 176 autuações por infração ambiental. No ano passado, o total foi de 262. Já em 2000, foram registradas 360 autuações na região.
“A polícia ambiental é competente para verificar a área, identificando qualquer tipo de irregularidade e fazendo o auto, tomar as medidas cabíveis no campo cível e penalâ€, expõe o tenente.
Queimadas
Outra causa preocupante das devastações na região, principalmente neste período de estiagem, são as queimadas. A Defesa Civil do Estado está fazendo um alerta à população sobre o elevado risco de incêndio em matas, decorrente das condições climáticas que facilitam a rápida propagação do fogo.
A redução do índice de umidade do ar é mais acentuada na região Noroeste do Estado, onde as temperaturas elevadas favorecem a evaporação e o déficit hídrico do solo. Conseqüentemente, a vegetação torna-se seca e a ocorrência de incêndios é facilitada.
A Defesa Civil orienta a população para que não jogue cigarros ou fósforos acesos às margens das rodovias, não solte balões, não acenda fogueiras e evite qualquer tipo de queimada.
Além disso, é importante que qualquer fogo próximo a florestas e pastagens seja apagado, mesmo que não pareça perigoso. Incêndios de pequenas proporções podem ser apagados com água ou abafados com terra.
A qualquer sinal de fumaça suspeita, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado imediatamente, através do telefone 193 ou pelo dique Mata Fogo (0800-113560).