Pouco mais de dois meses após sua publicação, a lei que regulamenta a atividade dos camelôs não é o sucesso que diz a prefeitura e o presidente da Associação dos Informais, Amilcar Coelho. Um grupo de trabalhadores já desistiu do espaço comercial e muitos outros criticam a simplicidade com que foi tratada a questão dos informais no município. Sozinho, este projeto de remoção dos camelôs não resolve o problema. Há necessidade de uma política pública de geração de emprego e renda, como a criação de centros de requalificação profissional.
A maioria dos informais não ganha bem e gostaria de voltar a ter um emprego. Sem isso, esse projeto não passa de um conjunto de regras que irá asfixiar e inibir o livre exercício da ocupação.
A lei que disciplina a atividade informal de Bauru esconde a real intenção de segmentos poucos interessados na situação dos ambulantes. Estão usando a sonegação de impostos como argumento central, mas, os maiores índices de sonegação concentram-se no que se convencionou chamar de economia formal. Agregado a esta débil justificativa, vem o coro da classe média proletarizada que insiste no “belo e limpo†e no direito de ir e vir. Ponderam que os centros urbanos são tomados por barraqueiros que enfeiam a cidade, mas, desde quando é possível se adotar uma medida para embelezar a miséria e a luta pela subsistência? (Fabrício Carlos Genaro - RG: 24.346.614-6)