Mais de 1.000 sorvetes foram distribuídos ontem na frente à agência central do Banco do Brasil. A distribuição fez parte de um protesto do Sindicato dos Bancários, que está em campanha salarial.
O sindicalista Roberto Machini explica que os salários estão congelados há oito anos e que o banco, assim como a Caixa Econômica Federal (CEF), ainda não teria assinado o acordo coletivo dos funcionários. “Estamos reivindicando 19% de reajuste e o piso do Dieese, algo em torno de R$ 1.120,00.â€
Outro pedido dos bancários é o retorno do plano de cargos e salários, além da isonomia salarial entre os funcionários novos e antigos. “Os novos estão sendo chamados de genéricos, porque custam mais barato para o banco.â€
O Banco do Brasil, segundo Machini, oferece um reajuste de 2%. “A proposta do banco é ridícula. Eles propõem os 2% e um abono de 90% do salário limitado ao piso de R$ 1.100,00.â€
De acordo com o sindicalista, um bancário em início de carreira no BB ganha R$ 600,00, menos que o piso da Federação Nacional de Bancos para as instituições privadas. “A entrega do sorvete é porque os salários estão congelados.â€
O protesto coincide com a comemoração dos 194 anos do Banco do Brasil. “A data da fundação é 12 de outubro. Os funcionários não têm nada para comemorar. A população também não, porque enfrenta filas e paga tarifas.â€