Tribuna do Leitor

Reciclar ou não?


| Tempo de leitura: 1 min

Em meados do ano 2000, passou por aqui (em meu domicílio) um senhor muito simpático, com panfletos explicativos: como reciclar o lixo que não é lixo. O caminhão passaria recolhendo toda as segundas-feiras depois das 13 horas. Confesso que fiquei contente em poder colaborar com o meio ambiente, já que vim de outra cidade, onde também se recicla o lixo. No mesmo dia comecei a separar tudo, e olha que sou chata, até minha família implicava com tanta exigência, mas peguei mesmo por capricho, se é para reciclar, vamos reciclar! Já que o caminhão vai passar, não me custaria nada separar. Nas primeiras semanas já enchi os sacos e em ponto, às 13 horas, eu colocava (com a maior boa vontade). Minha vizinha, que sai muito cedo para trabalhar, deixava os sacos dela comigo. Mas para a nossa surpresa (minha e da vizinhança), o bendito caminhão não passou nas duas primeiras semanas. Liguei no 235-1129 e quem me atendeu disse que o motorista era novo e por isso não havia passado, não conhecia o lugar, sem contar ainda que o lixo que ficava na lixeira era revistado pelos famosos catadores, pegavam o que lhes interessavam e o resto deixavam espalhado pelas calçadas. Mesmo assim não desisti, só que agora nunca mais passaram, porque em 2001 passaram algumas pouquíssimas vezes. Na minha rua inteira, sou a única pessoa que separa, a vizinhança já desistiu. Coloco na rua, deixo os catadores pegarem o que vão vender, à tardinha recolho e coloco no lixo que é lixo e assim são todas as segundas-feiras.

Gostaria que o órgão competente, Semma, tomasse as devidas providências, afinal, devemos ou não separar o lixo que não é lixo? Desde já meu muito obrigada! (Célia Celeste Zaratini da Silva - RG: 8.166.689)

Comentários

Comentários