Iaras - A penitenciária Orlando Brando Felinto, em Iaras, é a terceira unidade prisional do Estado de São Paulo a contar com bloqueador de telefone celular. Ontem, técnicos iniciaram a instalação da base necessária que dará suporte ao sistema e a expectativa é que até a próxima semana, as conversas se tornem impossíveis entre presos e pessoas de fora da prisão.
Conversas telefônicas interceptadas pela polícia revelaram que Nilson Alcântara dos Reis, o Faísca, preso em Iaras, era uma das pessoas que coordenavam ações planejadas por José Márcio Felício, o Geleião, um dos líderes do PCC. Geleião está preso em Presidente Bernardes, unidade que já conta com o sistema.
Além do presídio de Iaras, os de Marília e Mirandópolis e o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos são outros três anunciados pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), que devem passar a contar com bloqueadores de telefone celular, nos próximos dias.
As instalações, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, terão um investimento em torno de R$ 966 mil. Para tanto, o governador assinou em julho uma suplementação de verba autorizando a Secretaria a gastar esse valor.
Atualmente, apenas duas unidade do sistema carcerário do Estado de São Paulo contam com o sistema de bloqueio de sinal de celular: a de Presidente Bernardes e a de Presidente Venceslau.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o objetivo é instalar bloqueadores em 15 penitenciárias que abrigam presos de alta periculosidade, onde é grande o número de celulares apreendidos durante as revistas nas celas.
Os demais sistemas, no entanto, só deverão ser implantados depois que esses que estão entrando em operação forem testados por algum tempo.
No presídio de Presidente Bernardes, segundo a Secretaria, a eficiência é de 100%. A unidade 1 da penitenciária de Presidente Venceslau recebeu o equipamento anteontem.
Conforme a Secretaria, as unidades foram escolhidas para a instalação do bloqueador pelo fato de abrigarem presos de alta periculosidade e também aqueles que saem do Centro de Readaptação Prisional (CRP), regime diferenciado existente em Presidente Bernardes, Taubaté e Avaré.