Numa definição simplista, pode-se dizer que a mata ciliar é a vegetação que cresce junto às margens de um rio e ao longo delas. Tal vegetação pode ser de porte médio, em forma de árvores ou em forma de arbustos.
Geralmente, os rios de cava profunda dão árvores de maior porte e os de cava rasa dão árvores menores e vegetações baixas, constituindo as chamadas várzeas. Porém, neste caso, a área de mata ciliar é mais extensa.
E que importância teria essa vegetação ao longo das margens de um rio? Em primeiro lugar, pode-se afirmar que as raízes das árvores ajudam a fixar o solo junto às margens, dificultando o desmoronamento dessas margens para dentro do rio, evitando assim o assoreamento.
A mata ciliar funciona também como uma espécie de barreira, segurando materiais terrosos que chegam com as chuvas (enxurradas) e com isso impede ou dificulta o assoreamento do curso d’água.
Essa barragem natural pode estar segurando também toda espécie de material estranho que irá afetar a qualidade dos rios, sejam adubo ou agrotóxicos utilizados na lavoura ou outros lixos.
As árvores produzem ainda alimentos para os peixes do rio e favorecem o aparecimento de uma avifauna. Ou seja, as aves encontram ali moradia e riqueza de alimentação para, também, cumprir o seu papel semeador, por meio de seus dejetos com sementes.
Fonte: www.gpca.com.br
Reflorestamento
Enquanto o poder público dá as costas aos problemas vividos pelos principais rios da região, como assoreamento e desmatamento, a sociedade civil se organiza para tentar recuperar ou preservar o que ainda existe.
Em Bauru, organizações não-governamentais (ONGs) como o Fórum Pró-Batalha e o Vidágua, estão há quatro anos trabalhando no reflorestamento das margens do rio Batalha.
De acordo com a presidente do Fórum Pró-Batalha, Nilcéia Paes Lourenço, nesse tempo a entidade já recuperou cerca de 110 hectares em torno da nascente.
Além de recuperar a mata ciliar do rio, as entidades alertam que é preciso combater as erosões e conscientizar as populações ribeirinhas a preservar as margens e usar racionalmente a água para irrigação da agricultura.
Outra medida para recuperar o leito do rio é usar dragas para o desassoreamento. Isso aumentaria o volume de água.
Segundo o ambientalista e membro do Vidágua, Rodrigo Agostinho, “o Batalha tem solução, mas depende de investimentosâ€.