O eleitorado de Bauru praticamente repetiu a performance de votação do primeiro turno das eleições em relação às candidaturas à Presidência da República e ao governo do Estado.
No último dia 6, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve em Bauru 83.630 votos, representando 51,1% da apuração. Seu adversário, José Serra (PSDB) somou 35.691 votos, 21,8% do total apurado na cidade.
Na votação de ontem, foi registrada uma pequena vantagem a favor de Lula, em comparação com o primeiro turno. O petista encerrou a votação em Bauru com 104.918 votos (63,7%) contra 59.783 votos (36,3%) do tucano José Serra.
Para o governo do Estado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) apresentou um pequeno crescimento na votação, em comparação com o primeiro turno. No dia 6, o tucano somou 62.817 votos (39,1%) contra 59.248 votos (36,9%) dados a José Genoíno (PT).
Ontem, a perfomance eleitoral de Alckmin entre o eleitorado bauruense apresentou uma pequena melhora. O governador obteve 87.637 votos (52,7%) contra 78.680 votos (47,3%) dados ao adversário petista.
Expectativa
Para a cientista política Maria Teresa Miceli Kerbauy, professora do curso de pós-graduação em comunicação da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, o clima, daqui para frente, é de expectativa, principalmente em relação às decisões do novo presidente do País.
“A sociedade espera, agora, o que vai acontecer. Quais serão os primeiros passos, as indicações para os ministérios e de como Lula vai conduzir essa expectativa colocada pela populaçãoâ€, avalia.
A professora acredita que a grande maioria da população não tem consciência de que a situação econômica e social do País será resolvida a médio e longo prazos.
“Esse será o primeiro passo do Lula. Ele terá que gerenciar essas expectativa, explicar a situação do País. É nesse momento que ele vai mostrar a sua face de estadista ou a face de um líder mais populistaâ€, analisa.
Maria Teresa não vê semelhanças entre o perfil do ex-líder sindical polonês Lech Walesa, que no passado presidiu o Sindicato Solidariedade e chegou à presidência da Polônia, com o de Lula.
Walesa chegou ao final de seu governo desgastado e desacreditado diante da opinião pública. “São quadros diferentes. Há diferenças conjunturais e estruturaisâ€, diz.
A cientista política acha que o mundo, a partir de hoje, está de olho nos rumos que o Brasil tomará em relação ao que pretende fazer com o combalido neoliberalismo, modelo responsável por crises profundas na Argentina, Uruguai, Equador, dentre outros países latinoamericanos.
“O mundo todo tem o interesse em saber quais os rumos que esse governo - que é nitididamente social-democrata - vai tomar daqui para frenteâ€, conclui.